93ª Sessão Ordinária - 04/09/2012
O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Sr. presidente, srs. deputados e senhores telespectadores que nos acompanham pela TVAL neste momento, ontem, em Joinville, tivemos a abertura do XIV Congresso Estadual das Apaes, o V Fórum de Autodefensores e o 1º Encontro de Presidentes das Apaes, ou seja, neste momento, em Joinville, está acontecendo esse congresso de presidentes de Apaes de toda Santa Catarina.
Para que os senhores tenham ideia da grandiosidade desse evento em Joinville, vou citar algumas das autoridades que estavam presentes, além evidentemente da sra. Heloisa Walter Pereira, presidente da Apae de Joinville. Aliás, é importante que se faça aqui menção de respeito e de admiração pela tenacidade com que essa mulher buscou a realização desse congresso. Houve momentos em ela teve de quase desistir, por falta de condições financeiras de realizá-lo, mas finalmente aconteceu no dia de ontem.
Tivemos lá na noite de ontem a presença do dr. Julio César de Aguiar, presidente das Apaes de Santa Catarina, a alta cúpula das Apaes em nível federal, a presença do senador Luiz Henrique da Silveira, do senador Paulo Bauer, do conselheiro e ex-companheiro nesta Casa Julio Garcia, do deputado estadual José Nei Ascari, presidente da comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Tivemos a presença também do deputado Darci de Matos, que fez parte inclusive da mesa de trabalhos, do deputado Kennedy Nunes, que deu uma trégua na sua campanha, e a presença que considero especial, do meu ídolo, nosso ídolo, do Guga Kuerten.
A abertura do evento, sr. presidente e srs. deputados, foi alguma coisa de muito especial. Nós tivemos a apresentação do Balé Bolshoi. E, finalmente, para o encerramento daquelas apresentações tivemos a apresentação do Balé Bolshoi junto com jovens com deficiência, ou jovens especiais, ou os nossos excepcionais, interagindo com eles nas danças e no fechamento daquele espetáculo. Foi uma coisa de especial e de espetacular.
A presença, srs. deputados, do nosso conselheiro Julio Garcia dá uma exata dimensão da importância daquele evento. Ele hoje é conselheiro do Tribunal de Contas, foi deputado aqui, presidente por duas vezes nesta Casa, eleito por unanimidade. Depois, se tornou conselheiro do Tribunal de Contas, eleito também pela unanimidade desta Casa. E é dele a autoria da lei que concede 1% do orçamento do Fundo Social para as Apaes de Santa Catarina. Não é uma solução, mas é uma maneira de pelo menos esse segmento ter mais tranquilidade para gerenciar os seus problemas mensais.
Estava lá o nosso conselheiro Julio Garcia. Estava lá também aquele que só não foi presidente da República, pois já foi de tudo, o nosso senador Luiz Henrique da Silveira, que enquanto governador do estado sancionou a lei que beneficia os nossos excepcionais.
Há muitos anos eu tinha dias especiais voltados ao esporte. No domingo quando tinha o Ayrton Senna eu me preparava para acompanhar as corridas dele. Então, tínhamos um ritual antes, preparávamo-nos e depois com silêncio total acompanhávamos o Ayrton Senna. Depois passei a ter o mesmo comportamento em relação ao Guga. Cada partida do Guga era um preparativo. E naquela vez em que o Guga ganhou o Roland Garros e deitou-se não chão com seus braços abertos, acho que não foi só eu que deitei na sala de braços abertos. Acho que muitos brasileiros também deitaram em suas salas de braços abertos para comemorar e perpetuar o nosso Guga como um dos grandes ídolos deste país.
O Guga no dia de ontem com toda sua simplicidade fez uma palestra até porque tem um conhecimento muito melhor do que todos nós do problema dos excepcionais. Enfim, tivemos uma noite, deputado Darci de Matos, especialíssima no dia de ontem. Estiveram lá todos os presidentes das Apaes, conversando, trocando experiências, interagindo, para melhorar o trabalho que fazem as Apaes de Santa Catarina.
Eu gostaria de sugerir aos que me assistem e aos deputados que estão presentes, se não leram, que coloquem na sua pauta de leitura Guardião de Memórias. Não sei se alguns dos senhores já tiveram a oportunidade de ler esse livro. É uma história muito comovente que fala exatamente sobre a questão dos nossos excepcionais. Tenho certeza de que vão gostar.
Quero dizer apenas que os chamávamos de deficientes e hoje os chamamos de excepcionais. E quero lembrar que deficientes somos nós, que muitas vezes não temos a devida sensibilidade para entender a sensibilidade dos nossos excepcionais.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)