Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Sargento Amauri Soares

51ª Sessão Ordinária - 09/06/2011

O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Sr. presidente, srs. deputados, público que nos acompanha pela TVAL e pela Rádio Alesc Digital, quero registrar que realizamos, na noite de ontem, neste plenário, uma audiência pública da comissão de Saúde para discutir a situação do Hospital Florianópolis que está fechado praticamente há um ano e sem resposta das autoridades do governo com relação à perspectiva de abertura.

Vamos, em seguida, juntamente com o deputado Volnei Morastoni, presidente da comissão, com a deputada Angela Albino e talvez outros parlamentares, com vereadores da capital e também a comunidade fazer uma visita ao Hospital Florianópolis para ver a situação das obras, dos serviços, porque, além de ter vencido todos os prazos para a conclusão há alguns dias, houve um acidente, ou seja, foram arrebentadas as torneiras dos registros e o vazamento de água acabou estragando parte importante da obra que já estava pronta.

Sr. presidente, inscrevi-me para falar, na manhã de hoje, sobre o movimento dos bombeiros militares do estado do Rio de Janeiro. Até fiz um pronunciamento, ontem, mas às vezes, em meio a tantos problemas, não conseguimos trazer para esta tribuna o calor do sentimento, a realidade tal e qual as pessoas sentem, de forma que gostaria de continuar esse assunto hoje. Creio que o meu pronunciamento pode contribuir para que a população de Santa Catarina que nos acompanha, através da TVAL ou da Rádio Alesc Digital, possa ter uma ideia do que é aquele movimento no estado do Rio de Janeiro.

Vamos, em primeiro lugar, assistir a um vídeo feito no Rio de Janeiro, com apenas três minutos, e depois mais dois depoimentos, para que os deputados, as deputadas e a sociedade catarinense possam perceber isso.

Solicito à assessoria técnica a gentileza de colocar no ar primeiro o vídeo, captado da internet, de forma que a qualidade não é a melhor, mas é possível acompanhar um pouco esse movimento no Rio de Janeiro.

(Procede-se à apresentação do vídeo.)

Creio que isso é suficiente para mostrar a realidade. Temos o depoimento de vários artistas, mas parece-me que não é necessário reproduzi-los neste momento.

A cidade e o estado do Rio de Janeiro estão em comoção. É grande o apoio popular aos bombeiros. Há 439 bombeiros presos, entre eles cinco oficiais. Naquele estado os profissionais do Corpo de Bombeiros ganham muito mal, pior do que em Santa Catarina. Os praças ganham mal e os oficiais ganham pessimamente. Um capitão ganha, no Rio de Janeiro, de R$ 3.600,00 a R$ 3.800,00; e aqui em Santa Catarina um capitão ganha três vezes mais!

Como dizia, a população tem manifestado apoio aos bombeiros por meio de faixas, buzinaços e concentrações permanentes na frente da Assembleia Legislativa. Inclusive, no próximo domingo, pela manhã, haverá uma grande concentração, que deverá poderá ser imensa, em Copacabana, em apoio aos bombeiros.

Podemos dizer que a luta dos bombeiros do Rio de Janeiro é a luta dos praças do Brasil. Estamos orgulhosos pelos 439 que estão presos, porque esse sacrifício está servindo para mostrar a realidade dos praças do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar de Santa Catarina e do Brasil, que vivem com salários baixos, sob o julgo da opressão, sem direito à manifestação de pensamento.

Criticam a forma como os militares fazem os seus movimentos, mas é preciso que a sociedade entenda, que o Poder Judiciário entenda, que os governos entendam e que o Poder Legislativo entenda que é a única forma possível de os militares se manifestarem. E quando a coisa explode, explode dessa forma, e foi justamente o que aconteceu conosco, em Santa Catarina, em 2008.

Portanto, o nosso agradecimento aos bombeiros do Rio de Janeiro, o nosso apoio incondicional, a nossa solidariedade, a nossa fraternidade a todos eles, às suas famílias, às pessoas que inalaram gás, que foram agredidas dentro do quartel, que era o seu quartel. Se alguém invadiu alguma coisa foi o Bope, porque o quartel é dos bombeiros! É o seu local de trabalho e até a sua segunda casa.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)