53ª Sessão Ordinária - 11/08/2004
O SR. DEPUTADO CÉSAR CIM - Sr. Presidente, Sras. Deputadas e Srs. Deputados, serão 30 segundos dedicados a um assunto lúdico: nós, tijucanos, estamos deveras, como diz o migrante, enciumados, porque não sabemos o que o Deputado Romildo Titon anda fazendo pela nossa querida Tijucas, onde pede a declaração de utilidade pública do Corpo de Bombeiros. Isso é invasão de domicílio, com toda certeza.
Superado esse momento lúdico, Sr. Presidente e Srs. Deputados, é de sabença geral, é público, é notório, é não só de conhecimento, mas está na carne, no couro, no pelo e no sacrifício do brasileiro que nunca na história deste País enfrentamos um momento de tanto desemprego como na oportunidade atual.
É claro que aqui não vêm acusações a Governo nenhum, e sim a uma estrutura, a uma elite política dominante, que não tem se sensibilizado para o grande problema do brasileiro, que é o desemprego.
A grande injustiça social que um País pode cometer para o seu filho é o desemprego, pois o desemprego desestrutura, leva à criminalidade e ao desânimo. A doença nacional que hoje mais se faz sentir no povo brasileiro é a depressão, e evidentemente quem está desempregado não vai se livrar dele tão cedo.
O desemprego elimina o consumo. Como diria o Governador Luiz Henrique da Silveira, nós até agora tínhamos os sem-terra, os sem-teto e agora nós temos os sem-consumo. Quem não ganha o mísero salário mínimo em razão de estar empregado, não consome. E aqui não está em discussão o quanto se ganha; o que importa é que se ganhe alguma coisa. Quem ganha, nem que seja o salário mínimo, consome. Se alguém que ganha o salário mínimo tem condições de consumir, outro alguém vai ter que produzir algo para que esse alguém possa consumir. E para alguém produzir aquilo que quem ganha o salário mínimo vai consumir, vai ter que gerar um outro emprego, e uma outra pessoa vai ganhar, nem que seja um salário mínimo. Aí temos a movimentação da máquina produtiva, que é, na verdade, o sinônimo de cidadania e o sinônimo de justiça social.
Faço esse intróito, Sr. Presidente e Srs. Deputados, para ler uma manchete que me orgulha - e ela vem da minha querida, da minha loira Blumenau: "Emprego bate recorde em Blumenau".
Se eu acabo de dizer que o desemprego é o grande mal deste País, evidentemente que essa é uma manchete trazida pelo Jornal de Santa Catarina e que nos alegra, pois é uma prova de que o início do fim do desemprego começa a descortinar-se e a trilhar os caminhos da cidadania e da justiça social.
Vejam só que maravilha, Sr. Presidente e Srs. Deputados: as empresas disponibilizaram 4.719 novas vagas, o maior índice dos últimos seis anos. Isso é motivo de alegria e de satisfação pois a nossa querida Blumenau tem honrado os catarinenses, tem sido orgulho em termos de produção e de trabalho e tem sido pioneira em tantos avanços em Santa Catarina.
Nós ouvimos o Deputado Joares Ponticelli falar aqui que Tubarão também está nessa situação. E queira Deus que todos os Municípios catarinenses estejam na situação de Blumenau para que nós possamos reverter esse quadro e ver o brasileiro mais alegre, mais feliz, mais cônscio da sua cidadania e da importância que ele tem para todo o País.
Faço este registro, Sr. Presidente e Srs. Deputados, com muito orgulho. E ao fazê-lo cumprimento, evidentemente, a força produtiva da minha querida Blumenau, representada por esses três segmentos: o industrial, o comerciante e o prestador de serviço, que tanto orgulho têm dado ao setor produtor.
Mas evidentemente que uma cidade não gera num semestre um saldo positivo de 4.719 vagas gratuitamente. O porquê disso vem estampado numa série de reportagens, e uma delas, publicada também pelo Jornal de Santa Catarina, chamou-me a atenção: "Blumenau tem a gasolina mais barata de Santa Catarina". É por isso que lá está-se gerando emprego. Porque estamos com a união dos segmentos produtores no sentido de valorizar mais o blumenauense, valorizar mais o catarinense e, por conseqüência, todos aqueles que se dedicam à atividade produtiva.
É claro que uma cidade que desponta com toda essa gama de novas vagas tem um outro fator a ser considerado, que no fez chegar a esse patamar tão dignificante e que nos causa tanto orgulho, que é a administração. Blumenau está modificada.
Nós vamos ter agora em outubro a nossa Oktoberfest, e eu gostaria de aproveitar a oportunidade para convidar todos as Sras. Deputadas e os Srs. Deputados para participarem e verificarem o quanto a nossa cidade mudou nos últimos tempos. A nossa Blumenau ficou humanizada e fez com que o blumenauense resgatasse a sua auto-estima. E isso vem em razão de uma administração voltada, principalmente, para aqueles excluídos do contexto da sociedade, comandada pelo nosso querido Prefeito Décio Lima, da qual o nosso PDT se orgulha tanto em fazer parte.
Lá nós temos também algumas atividades do Poder Público que têm se destacado na mídia, como mostra uma outra reportagem do Jornal Santa Catarina: "A união faz a calçada". Foram 19 mil quilômetros de calçadas em dois anos, em parceria com o setor privado, na base do mutirão e do orçamento participativo.
E evidentemente que essa presença forte do administrador sério, do administrador austero e do administrador voltado para fazer com que a exclusão diminua cada vez mais e possa se transformar na inclusão social refletiu também ultimamente em Brasília. E se por um lado a imprensa nacional, parece-me que enciumada, divulgou a notícia de uma maneira a transparecer que nós estávamos sendo beneficiados porque a nossa administração está alinhada com o Poder Público Federal, que o seja e que venha esse alinhamento, e que venha essa discriminação, desde que ela seja boa para Blumenau e que seja boa para Santa Catarina! É claro que isso está acontecendo pelo prestígio do nosso Prefeito junto ao Poder Público Federal.
(Passa a ler)
"Terceira colocada no ranking nacional de Municípios beneficiados com a aprovação de empréstimos do BNDES nos últimos seis meses, Blumenau ganhou mídia nacional no final de semana. Do bolo de R$ 502,1 milhões aprovados pelo banco entre janeiro e junho, a cidade garantiu uma fatia de R$ 50 milhões, perdendo apenas para Recife e Belo Horizonte."
É um orgulho, Srs. Deputados. Eu acho que a presença de Santa Catarina em Brasília, representada pelo Município de Blumenau, faz com que nós possamos confiar ainda mais no nosso Prefeito. Se é bom para Blumenau, é bom para Santa Catarina, por tudo aquilo que Blumenau representa junto ao nosso Estado.
Através de uma iniciativa do setor privado e do setor produtivo, nós estamos também buscando a construção do Centro Internacional de Eventos de Feiras de Blumenau, que vai colocar Blumenau ainda mais em destaque e torná-la mais competitiva nesse setor. E a Prefeitura Municipal já participou com R$ 1,6 milhão, através de desapropriações, e o Governo do Estado já disponibilizou R$ 610 mil para fazer com que esse empreendimento possa ganhar corpo.
Srs. Deputados, evidentemente que eu não falei nem 10% daquilo que a nossa querida Blumenau tem representado no contexto estadual e nacional. Mas o farei, com muito orgulho, em outra oportunidade, já que meu tempo se esgotou!
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)