Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Antônio Carlos Vieira

69ª Sessão Ordinária - 21/09/2005

O SR. DEPUTADO ANTÔNIO CARLOS VIEIRA - Sr. presidente, sras. deputadas, srs. deputados participantes desta plenária, eu também posso falar em nome do PP que concordamos que o projeto que interessa aos servidores do Deter venha para este plenário, ainda no dia de hoje, e seja aprovado em primeiro e em segundo turnos, para que possam, já neste mês de setembro, os servidores receber o seu percentual de gratificação que merecem.

(Palmas das galerias)

É entusiasmante esta tribuna. Nós chegamos aqui e assistimos o deputado Francisco de Assis perguntar como é que Severino Cavalcanti conseguiu chegar à presidência da Câmara Federal. Foi com votos, inclusive, do PT, porque nós só temos 54 votos, não temos mais do que isso!

Outra coisa: foi com os mesmos votos e da mesma forma que chegou João Paulo Cunha. Ou João Paulo Cunha está a salvo de tudo, está isento de toda essa bandidagem que ocorre em Brasília? Eu acho que não! Eu acho que este é um momento de cautela, é um momento de nós pararmos para raciocinar, é um momento para nós, políticos, pararmos um pouco para repensarmos a posição dos políticos.

Talvez seja. Ainda há pouco um deputado me falou o seguinte: pior do que nós poderão ser os mais novos, pois eles poderão roubar mais do que aqueles que estão, infelizmente. Eu espero não ter que usar um slogan dessa natureza.

Mas, realmente, é preocupante a situação, deputado Francisco de Assis. Fazem um estardalhaço, mas parece-me que esqueceram em quem votaram. O PT rachou, metade foi com um, metade foi com outro e no segundo turno foram todos com o Severino Cavalcanti. É preocupante.

Mas hoje, aqui, nós assistimos o deputado Francisco Küster, aparteado pelo deputado João Henrique Blasi e pelo deputado Peninha, externando sua solidariedade ao deputado e secretário Gilmar Knaesel. Solidariedade contra quem? Que fogo amigo é esse que precisam defender Gilmar Knaesel?

Nesta tribuna, eu acho que em momento algum deputado nenhum fez qualquer tipo de acusação ou aleivosia a Gilmar Knaesel. Absolutamente! Mas parece-me, sim, que ele está sendo fritado no próprio governo!

Eu vi aqui ato de solidariedade, deputado Francisco Küster, que eu quero entender! Eu quero saber quem disparou contra ele! É meu amigo, meu irmão. Também quero defender, mas defender do quê?

Ajude-me a entender essa "engronha" toda, deputado Francisco Küster. Solidariedade a quem? Qual a fritura? Fogo amigo? Talvez seja o mesmo fogo amigo, deputado Francisco Küster, que o fez anular os itens 1 e 2 da portaria 37, do projeto de apresentação internacional da nova centopéia. Aqueles R$ 80 mil que saíram, que eram para apresentar a centopéia na Europa, foram anulados. Não fomos nós, da Oposição, que pedimos para anular! Eu quero saber onde é que estão esses inimigos, esses amigos que estão fritando o meu amigo Gilmar Knaesel!

O Sr. Deputado Francisco Küster - V.Exa. me concede um aparte?

O SR. DEPUTADO ANTÔNIO CARLOS VIEIRA - Pois não!

O Sr. Deputado Francisco Küster - Deputado Antônio Carlos Vieira, v.exa. além dos dotes intelectuais, dos conhecimentos, da competência que tem, é bastante teatral. V.Exa., por excelência...

O SR. DEPUTADO ANTÔNIO CARLOS VIEIRA - Não!

O Sr. Deputado Francisco Küster - Claro que é! O que ocorre com o secretário Gilmar Knaesel é que quando ele quis fazer algo novo no desejo de trazer uma escola de samba do Rio de Janeiro para cá, foi todo um tiroteio. O companheiro desistiu porque, já que não interessava, não interessava e pronto. E aí esse episódio da centopéia, ele tira férias, viaja para a Europa a suas expensas, sr. deputado, e fica.

Eu não disse que era v.exa., não disse que era a oposição nesta casa.

O SR. DEPUTADO ANTÔNIO CARLOS VIEIRA - Então, é a imprensa?

O Sr. Deputado Francisco Küster - É alguém que está plantando alguma coisa e v.exa. sabe disso. Por isso que eu disse que v.exa. é um excelente ator, é um ator por excelência. Rendo as minhas homenagens ao teatral ator dr. Antônio Carlos Vieira.

O SR. DEPUTADO ANTÔNIO CARLOS VIEIRA - V.Exa. já acabou? Nós damos um aparte para o deputado Francisco Küster e ele já faz uma encenação. Eu acho que o artista aqui é v.exa. Eu, absolutamente, posso concorrer com v.exa. V.Exa. que é teatral!

O Sr. Deputado Manoel Mota - V.Exa. me concede um aparte?

O SR. DEPUTADO ANTÔNIO CARLOS VIERIA - Pois não, deputado Manoel Mota. V.Exa merece todo o meu respeito. Depois eu vou-lhe fazer um pedido.

O Sr. Deputado Manoel Mota - Eminente deputado Antônio Carlos Vieira, eu só queria dizer que com relação a essa tal de fritura, nós conhecemos Gilmar Knaesel, uma pessoa de bem, um grande parlamentar e um bom exemplo, pois está fazendo um bom trabalho. Nós só podemos dizer que temos orgulho do trabalho que ele está realizando naquela pasta.

Por isso, não poderia ficar calado e não dizer que eu tenho um carinho e respeito muito grande por ele. E, com certeza, onde for preciso estarei sempre ao seu lado.

Eu quero agradecer a v.exa. o aparte, mas só queria resgatar aquilo que merece o deputado Gilmar Knaesel.

O SR. DEPUTADO ANTÔNIO CARLOS VIEIRA - Eu também tenho todo o carinho, deputado Manoel Mota, com o deputado Gilmar Knaesel. Só que não foi daqui deste plenário que saiu qualquer reclamação contra ele, qualquer crítica.

Eu acho que estão querendo disparar contra a imprensa. Infelizmente, quando a imprensa encontra alguma coisa, a imprensa que é culpada. Infelizmente é assim, deputados. Infelizmente, repito, hoje a nossa situação é assim: a imprensa é culpada pela fritura do meu amigo Gilmar Knaesel.

Mas, deputado Manoel Mota, já que v.exa. é a voz acesa do sul do estado, eu gostaria de fazer um apelo: não esqueça da iluminação pública da serra do Rio do Rastro, por favor! Tantas obras têm ido para o sul do estado, peço apenas uma pequena migalha dos recursos para a serra do Rio do Rastro, pelo amor de Deus!

O Sr. Deputado Manoel Mota - V.Exa. nos concede mais um aparte?

O SR. DEPUTADO ANTÔNIO CARLOS VIEIRA - Pois não! V.Exa. vai dar a notícia que já vão fazer!

O Sr. Deputado Manoel Mota - V.Exa. tem razão! O governo já determinou, a Celesc está assumindo e nós vamos ter a recuperação. E v.exa. também vai ter uma participação, já que foi o primeiro que levantou o assunto e agora vai ser atendido. Logo vamos ter a serra do Rio do Rastro iluminada novamente!

O SR. DEPUTADO ANTÔNIO CARLOS VIEIRA - Quero cumprimentar v.exa. Tenho certeza de que o seu apelo junto ao governo e à Celesc vai fazer com que tenhamos a serra do Rio do Rastro novamente iluminada.

Vou fazer também outro apelo e quem sabe v.exa. já comece a fazer a obra: a nossa SC-401, deputado Cesar Souza, em direção ao norte, está totalmente abandonada. Deputado João Henrique Blasi, nós, que somos deputados da capital, temos que procurar melhorar essa estrada.

O Sr. Deputado João Henrique Blasi - V.Exa. nos concede um aparte?

O SR. DEPUTADO ANTÔNIO CARLOS VIEIRA - Pois não!

O Sr. Deputado João Henrique Blasi - Deputado Antônio Carlos Vieira, só quero comunicar a v.exa. que a partir de ontem o Deinfra começou a recuperação para dar trafegabilidade à SC-401.

O SR. DEPUTADO ANTÔNIO CARLOS VIEIRA - Espero que não seja com aqueles pedregulhos que, quando batem na roda, são jogados no pára-brisa.

O Sr. Deputado João Henrique Blasi - Não, absolutamente! É para tapar os buracos e para a rodovia ter trafegabilidade e resolver aquele velho problema.

O SR. DEPUTADO ANTÔNIO CARLOS VIEIRA - Obrigado, fico satisfeito!

Deputado Manoel Mota, sobre o aeroporto de Jaguaruna, quero dizer que, infelizmente, o governo põe o ovo no ninho do chupim e passa, sem maiores esforços, a chocar o ovo que, muitas vezes, nem é seu, pois do total de R$ 17 milhões, R$ 12,2 milhões são da União. Até em respeito à União, que acreditou na construção do aeroporto de Jaguaruna, devemos dizer que dos R$ 17 milhões, R$ 12,2 milhões são oriundos do governo federal! Portanto, não vieram somente dos ovos do ninho do governo; tem de colocar também um ovinho no ninho do governo federal. Penso que temos que ser justos para quem faz!

Fico satisfeito e envaidecido, deputado Genésio Goulart, quando se anuncia tantas obras, porque deve ser por algum motivo. Passei quase 20 meses preocupado em pagar os salários atrasados dos servidores, e se o atual governo está fazendo obras, graças a Deus, é porque não encontrou tanta dificuldade assim. Acho que fomos felizes em deixar uma situação um pouco mais tranqüila do que aquela que nós encontramos em 1999.

Fico satisfeito e aplaudo, inclusive, tudo aquilo que o governo faz para o bem do povo catarinense. Faço gosto e hoje vou votar, com a minha maior satisfação, nesse projeto do Deter, apesar de ficar chocado quando começam a conceder vantagens e gratificações de forma isolada; parece que o governo faz a conta-gotas, cada um vai conseguindo em um determinado momento. Sou favorável que se faça um grande pacote de vantagens ao servidor público estadual, seja ele de autarquia, de empresas públicas, de administrações diretas ou de qualquer poder.

Já que o governo está fazendo a conta-gotas, eu bato palmas e digo que os votos do meu partido serão todos a favor do projeto que vai estar em discussão daqui a pouco.

(Palmas das galerias)

Faço este apelo ao meu amigo, deputado Mauro Mariani, secretário da Infra-estrutura: não esqueça o compromisso dos deputados Manoel Mota e João Henrique Blasi com relação à iluminação da serra do Rio do Rastro e a nossa SC-401. E já há o nosso contrato...

(Discurso interrompido por término do horário regimental.)

O SR. PRESIDENTE (Deputado Julio Garcia)(Faz soar a campainha) - Concedo mais 30 segundos a v.exa. para concluir as reivindicações.

O SR. DEPUTADO ANTÔNIO CARLOS VIEIRA - Estou, hoje, mais governista do que nunca. Mas vou reivindicar cada vez mais, já que há bastante dinheiro, deputado Cesar Souza. E peço, sim, que a solução para a estrada da Tapera seja definitivamente regularizada, para que aquele povo que vive no sul da Ilha possa chegar na sua residência sem aqueles percalços que continuam ocorrendo até hoje.

Quero agradecer e espero que as promessas sejam cumpridas!

Muito obrigado!

(Palmas das galerias)

(SEM REVISÃO DO ORADOR)