27ª Sessão Ordinária - 16/04/2002
O SR. DEPUTADO JOARES PONTICELLI - Sr. Presidente e Srs. Deputados, na última quarta-feira eu não estava na Casa, conforme havia justificado na terça-feira, pois estava participando da audiência pública, em Brasília, onde se apresentava e discutia-se o projeto final de engenharia para a duplicação da BR-101, trecho Sul do Estado.
Aliás, foi uma audiência pública que contou com uma expressiva representação política e empresarial do nosso Estado, além de diversos representantes da imprensa. A comunidade catarinense se fez representar em grande número e voltamos satisfeitos, porque agora todos os prazos legais foram cumpridos, não há mais nenhuma desculpa que possa o Governo Federal nos dar acerca da morosidade que ocorreu até aqui no encaminhamento da solução final para a BR-101 no trecho Sul de Santa Catarina.
Mas parece-me que agora o projeto está concluído e até o dia 9 de maio, pelo menos este é o compromisso que foi firmado naquela audiência pública, teremos o lançamento do edital para a contratação das empresas que realizarão a duplicação desta BR.
E não estando aqui, eu não tive a oportunidade de poder debater, de voltar àquela questão que havia denunciado, e que outros Parlamentares me acompanharam, sobre a matéria veiculada na coluna do articulista político Cláudio Prisco, no dia 30 de março, Deputado Reno Caramori, com o título Privilégio gerando distorções, onde o colunista, repito, competente colunista, tendo sido enganado pela informante, acabou publicando dados que não condizem com a realidade.
E aí a Deputada que apresentou a denúncia, eu pude acompanhar pelas notas taquigráficas, aqui esteve para dizer que se equivocou. Mas dizer que se equivocou, no nosso entendimento, não é suficiente. Entendo que a Deputada deve desculpas a Santa Catarina, à gente catarinense.
Afinal de contas, se nós não tivéssemos apresentado a denúncia aqui desta tribuna, com toda certeza aquela coluna do dia 30 de março iria virar panfleto de campanha dos partidários da Deputada.
Portanto, nós empreendemos uma ação, desafiamos, comprovamos a má-fé, além da incompetência, como muito bem intitulou o mesmo articulista no dia 10 de abril último, porque quando o articulista percebeu que havia sido enganado, que havia recebido informações que não condiziam com a realidade, e tendo sido comprovada que houve uma ação de má-fé da informante, ele escreveu uma nova matéria resgatando a verdade. E aí a matéria do último dia 10 de abril, intitulada Incompetência ou má-fé, comprova definitivamente que aquela informação não era verdadeira, que aquela informação tinha dois únicos objetivos: um, de novamente falar mal da gente de Florianópolis, de falar mal da gente da Capital, de falar mal da administração da nossa Prefeita Angela Amin; dois, o de agredir, de falar mal, de criticar mesmo que com críticas evasivas, com críticas sem nenhum fundamento, mas também para atingir o nosso Governo do Estado, tão vitoriosamente comandado pelo Governador Esperidião Amin, pela coligação Mais Santa Catarina.
A máscara caiu no último dia 10, e a verdade foi resgatada. Por isso quero cumprimentar o articulista Cláudio Prisco pela atitude. Entendo, constatando que foi enganado pela informante, que havia recebido informações que não eram verdadeiras, escreveu uma nova matéria resgatando definitivamente a verdade.
Volto a repetir, a informante deve desculpas à sociedade, porque já fico imaginando o cenário dos panfletos que seriam distribuídos por toda Santa Catarina, se nós não tivéssemos contestado aquela inverdade que foi divulgada pela Deputada. Certamente a mentira iria virar a verdade.
Por isso contestamos, continuamos com a lista para debater, daqueles 303 milhões. A listagem é muito extensa. Estamos prontos para o debate, mas quero dar mais uma informação, conforme tinha prometido.
O Valor de R$70.384.683,00 foram recursos repassados para o pagamento de aposentadorias a servidores civis no Estado de Santa Catarina.
Portanto, a manifestação da Deputada também foi contra esses servidores aposentados , porque uma vez que ela afirmando que a vinda desses recursos era discriminatória, certamente entendia que esses recursos não deveriam ser repassados para o pagamento dos aposentados, no Estado de Santa Catarina.
Então, penso que a Deputada vir aqui simplesmente dizer: “Olha, de fato, eu posso ter me equivocado...”, não é verdade. Ela se equivocou redondamente. Ela não pode só dizer que se equivocou, porque além de ter se equivocado tentou fazer com que a inverdade virasse verdade. E agora deve desculpas à sociedade catarinense, além de dever um pedido de desculpas às administrações da Prefeita Ângela Amin e do Governador Esperidião Amin.
Mas eu continuo aguardando o debate. Penso que, como já disse e repito, esta é uma Casa que tem o compromisso com a verdade, e nós estamos aqui para contestar tudo aquilo que não condiz com essa verdade. Tanto que uma ação de má-fé, uma ação enganosa acabou sendo desmascarada no último dia 10 de abril, na última quarta-feira.
Por isso, mais uma vez, o meu reconhecimento. E é por isso que o articulista político Cláudio Prisco Paraíso tem tanto respeito da sociedade catarinense e tem tanta credibilidade, porque quando percebeu que havia sido induzido ao erro, reconciliou-se, resgatando a verdade para toda Santa Catarina.
Para finalizar, Sr. Presidente e Srs. Deputados, quero dizer da alegria que vivi na noite de ontem. Eu nunca tinha assistido a nenhuma capítulo da novela O Clone, que passa na Rede Globo. Ontem, em alguns minutos de tempo disponível que tive, até porque estava acompanhando o Jornal Nacional e demorei um pouco para sair do gabinete, pude acompanhar o início da capítulo da novela e fiquei impressionado com a coragem da autora e da própria Rede Globo de Televisão de abordar um assunto tão polêmico e um assunto que destruiu e destrói tantas famílias por este País afora.
Quero destacar aqui a forma didática e positiva como essa matéria vem sendo tratada pela autora da novela. Eu fiquei impressionado com a atriz que interpreta o papel de uma dependente de drogas, pelo seu bom desempenho, e com todas aquelas notas explicativas e depoimentos que são colocados nos capítulos da novela.
E tenho convicção de que, pela audiência que tem a Rede Globo por este País afora, por toda certeza a novela está se transformando num instrumento muito positivo para que a família brasileira possa aprender e discutir mais essa questão, porque o que nos falta na verdade, Deputado João Henrique Blasi, para nós, que somos pais, são informações de como agir numa situação como essa. E do pouco que assisti do capítulo da novela de ontem pude perceber que ela tem a preocupação de, ao colocar o tema em discussão, poder orientar a família de como agir numa ocasião como essa.
Tenho convicção de que aqui no Estado o Governo de Santa Catarina também empreende um esforço grande nessa direção. O Programa de Combate e Erradicação das Drogas - Proerd -, desenvolvido pela Polícia Militar em parceria com a Secretaria de Estado da Educação, e que envolve já um universo de quase 200 mil crianças e adolescentes em Santa Catarina, vai ser aprimorado agora, porque até aqui o programa atingia os alunos da 4ª série do ensino fundamental, e os alunos da 7ª série agora também poderão acessar a essas informações.
Então, temos convicção de que este programa já está produzindo um resultado extraordinário, pelos depoimentos que ouvimos dos pais dessas crianças e das próprias crianças nas formaturas que participamos.
Mas, com toda a certeza, o grande efeito vamos perceber daqui a três, quatro ou cinco anos, quando essas crianças se transfomarão nos alvos prediletos, quando estarão adentrando à juventude e aí passarão a ser alvo dos marginais e certamente...
(Discurso interrompido por término do horário regimental.)
(SEM REVISÃO DO ORADOR)