27ª Sessão Extraordinária - 04/11/2008
O SR. PRESIDENTE (Deputado Antônio Aguiar) - Com a palavra o sr. deputado Manoel Mota, por até dez minutos.
O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Sr. presidente e srs. deputados, hoje é um dia importante no sentido de lembrar toda a história de luta com relação aos pleitos de cada região.
É com muita honra que quero registrar a presença do vereador Marco Antônio Mota, o Motinha, que foi o vereador mais votado na outra eleição. Trata-se de uma liderança jovem que tem muito para oferecer a Santa Catarina.
Hoje fui pego de surpresa quando companheiros, prefeitos da minha região, principalmente os prefeitos eleitos, convidaram-me para ir a Brasília amanhã. Não tive como dizer não, mas queria ir com um grupo formado para trabalhar em cima da questão da BR-285. Acho que essa obra está para bater o pênalti e é de uma importância sem limites para a nossa região.
Com muito espírito de luta, temos a duplicação da BR-101 sendo feita a todo vapor. É uma conquista de todos nós, do sul. Temos a Serra do Faxinal sendo tocada a todo vapor e agora a Serra da Rocinha, que liga Araranguá, Ermo, Turvo, Timbé, São José dos Ausentes, Bom Jesus, Lagoa Vermelha, Passo Fundo, Erechim, Carazinho e São Borja. O que precisa ser licitado? Vinte e cinco quilômetros. São 50 quilômetros até Araranguá, mas somente 25 quilômetros não estão asfaltados. Depois só vão ampliar, porque a obra é federal.
Para se ter uma idéia, essa obra será o corredor do Mercosul, passará pela Argentina, pelo Uruguai e vai até o extremo sul de Santa Catarina. O ministro, assim que o projeto estivesse pronto, prometeu licitar a obra. O projeto de engenharia já está pronto, o ministro mandou R$ 500 mil para pagar o projeto e agora vamos ter que trabalhar.
Não sei se amanhã conseguiremos falar com o ministro. Se isso não ocorrer vou tentar marcar uma audiência com o ministro - vou falar também com a senadora -, porque essa obra não tem limites.
Estive em Passo Fundo, Lagoa Vermelha e Erechim. Esta região, onde a soja é colhida, fica 250 quilômetros mais perto do Porto de Imbituba do que o Porto do Rio Grande. E nós, aqui, teremos o retorno da cerâmica vermelha.
Toda soja descerá para o Porto de Imbituba e quem ganhará com isso? O oeste e o norte do Rio Grande do Sul, o sul de Santa Catarina e o estado como um todo. É uma obra relevante. O turista, que vem da Argentina, sai em Araranguá, saindo daquele trecho da BR-101 que vocês conhecem.
É uma obra importante e estamos preparados para compor uma comissão, ir a Brasília e buscar os resultados, porque temos a palavra do ministro: "O projeto pronto, eu assumo e vou licitar". Nessa obra há 25 quilômetros de serra e, no restante do trecho, depois, pode-se ir devagar porque tem asfalto até no Timbé. Então, vamos ter ali o corredor do Mercosul funcionando. Acredito que vamos buscar mais um resultado para a região sul de Santa Catarina.
O Sr. Deputado Décio Góes - V.Exa. nos concede um aparte?
O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Pois não!
O Sr. Deputado Décio Góes - Sem querer frasear nem imitar o deputado Joares Ponticelli, mas, depois do início das obras da Serra do Faxinal, v.exa tem direito de reivindicar novas obras para o sul. Essa obra é importante. Não são somente 25 quilômetros, mas são 25 quilômetros de uma engenharia sofisticada, porque é uma serra e também é preciso reformar os outros 25 quilômetros.
É um projeto importante que integra toda a região norte do Rio Grande do Sul com o nosso litoral, otimiza o porto de Laguna e cria uma relação que faz com que toda aquela região passe a fazer parte dos fluxos, trazendo desenvolvimento para aquela região.
Então, é uma obra extremamente importante. Nós conversamos no Fórum Parlamentar Catarinense, lá em Criciúma, na última quinta-feira, com a senadora Ideli Salvatti, e ela se comprometeu de agendar essa visita com o ministro. E ficaremos aguardando essa audiência. Quando for confirmada, teremos o maior prazer de ir até lá, porque realmente essa obra merece a nossa atenção.
Parabéns pelo seu depoimento!
O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Quero agradecer ao eminente deputado Décio Góes.
V.Exa. teve conhecimento de que eu não entraria nessa luta enquanto não começasse a Serra do Faxinal. V.Exa. sabe disso. Então, se a Serra do Faxinal está a todo vapor, esquecemos daquilo lá. Agora vamos buscar resultado naquela obra que é de fundamental importância para todo o estado de Santa Catarina e para o norte do Rio Grande do Sul. Essa obra vai trazer muitos resultados positivos para cá.
Além disso, nós temos outra empreitada. O deputado Valmir Comin, que preside neste instante esta sessão, sabe que está também no pênalti a questão da barragem do Rio do Salto. E quando nós abrimos mão daquela barragem para trabalhar na barragem do rio São Bento, isso já mostrou que os tempos são outros. Quer dizer, nós não levamos mais para aquele outro patamar do quanto pior melhor; isso não cabe mais em Santa Catarina nem no Brasil.
Por isso nós deixamos de lado e somamos esforços para buscar resultado na barragem do Rio São Bento. Nela, graças a Deus, está tudo pronto. Se faltam alguns canos, daí não é problema nosso, deputado Valmir Comin! A Casan é que vai viabilizar! Agora, todos terão que lutar pela barragem do Rio do Salto, que, além de abastecer todos os perímetros urbanos, vai dar manutenção à maior produção de arroz irrigado do país.
Nós colhíamos 35 sacas de arroz por hectares, essa era a média, e quando colhíamos 40 sacas era o máximo. Com a tecnologia da Epagri, com o trabalho de todos os técnicos, engenheiros e agrônomos, quer dizer, com investimentos buscando resultados, hoje nós estamos chegando até 200 sacas por hectare. V.Exas. fazem idéia, com os preços que estamos vivendo hoje, que os resultados são altamente produtivos para a agricultura daquela região.
Então, hoje, se nós tivermos uma estiagem em dezembro, vamos comprometer uma safra inteira, podendo quebrar aqueles agricultores, porque os rios ficam totalmente secos, na pedra, na época de dezembro, na puxada da água. E hoje a barragem vai dar equilíbrio, porque vai abastecer as cidades nos perímetros urbanos, vai abastecer todo o arroz por declive e garantir a volta à normalidade dos rios daquela região. Por isso a obra é importante, e muito importante.
Portanto, são duas obras pelas quais temos que trabalhar muito, e muito. Eu quero pedir aos meus nobres pares aqui, principalmente aos que fazem parte do sul, os deputados Décio Góes e Valmir Comin, que são bem lá do extremo, apoio. Nós temos que nos preparar porque queremos marcar essas audiências para que possamos ir até Brasília buscar resultados.
Amanhã, eu quero visitar, inclusive, a senadora Ideli Salvatti, o deputado Edinho Benz, o pessoal da base do governo para que possamos ter a certeza, a segurança de poder ir lá fazer a visita e buscar os resultados para o nosso estado, para a nossa região e para o nosso povo.
Eu acho que é um momento de muita luta, muito trabalho, mas também muita lealdade ao povo e ao nosso estado. É assim que nós trabalhamos aqui no Parlamento.
Muito obrigado, sr. presidente!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)