Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Jailson Lima da Silva

23ª Sessão Extraordinária - 08/08/2007

O SR. DEPUTADO JAILSON LIMA - Sra. presidente, na semana passada fizemos um pronunciamento cobrando a agilidade do Banco do Brasil com relação ao crédito rural, aos vários processos que se encontravam em espera de parecer por parte do Banco do Brasil.

Falamos da nossa preocupação com relação ao financiamento, tanto na questão do custeio quanto de investimento dos nossos agricultores, considerando-se principalmente que fui eleito por uma região, o Alto Vale, que é uma região predominantemente agrícola e caracterizada por minifúndios. Cobramos do Banco do Brasil uma resposta e urgência na liberação de recursos.

Tive a grata satisfação na data de hoje, pois a superintendente do Banco do Brasil, vendo o nosso pronunciamento, ligou e nos procurou no gabinete o sr. Fábio Alexandre Pereira, que é o gerente de mercado e superintendente de varejo de Santa Catarina e o sr. Rossimar Marcorra Alebrand, que é analista e superintende de varejo, também, do Banco do Brasil de Santa Catarina. Eles nos explicaram que o Banco do Brasil está comprometido com o agricultor e está desenvolvendo uma força-tarefa para, no escritório de Curitiba, ter uma estrutura especializada no atendimento destes projetos de crédito rural para os agricultores da região sul. Estão montando uma estrutura para ter atendimento em escala.

Para se ter uma noção, na safra de 2006 a 2007 Santa Catarina foi o quarto estado do Brasil na captação de recursos do Pronaf. Na área de investimentos a cidade de Ituporanga, no Alto Vale, foi a que mais captou recursos. Garantiu-nos o superintendente do Banco do Brasil que até o final de agosto todos esses projetos que estão pendentes serão analisados e será dada resposta aos nossos produtores rurais. Afirmaram categoricamente que o Banco do Brasil tem o compromisso veemente com o agricultor brasileiro, e que é uma exigência do governo Lula que os recursos que forem aportados para a agricultura brasileira sejam efetivamente utilizados pelos produtores e pelos agricultores.

O entendimento é que o Banco do Brasil tenha papel estrutural na linha de financiamento para os produtores.E o superintendente, o sr. Fábio, nos tranqüilizou dizendo que o Banco do Brasil estará dando a resposta efetiva até o final de agosto para todos os outros projetos, porque a intenção é que com a safra de 2007/2008 seja captado, no estado de Santa Catarina, mais de R$ 700 milhões, tendo em vista que neste ano foram próximos de R$ 690 milhões.

Quero colocar também para os sindicatos rurais que o site do meu gabinete www.deputadojailson.com.br terá um link com o nome de todos os produtores que têm linha de financiamento pendente no Banco do Brasil para podermos acompanhar. Também o pessoal dos sindicatos poderão, através dos nomes, localizar e verificar como andam esses projetos que estão aportados hoje no Banco do Brasil.

Fiquei tranqüilo com a informação do superintendente e tenho a convicção de que pela sua habilidade, pela resposta rápida que deu ao nos procurar, colocando-se à disposição para qualquer esclarecimento, eles também terão eficiência nesta resposta imediata.

Também cabe citar que dia 1º de agosto fizemos uma audiência pública nesta Casa para abordar a questão da cultura no estado e para falarmos de pontos de cultura. Esta audiência aconteceu no auditório Antonieta de Barros, quando o deputado Professor Grando representou a comissão de Educação, Cultura e Desporto.

(Procede-se à apresentação de slides.)

Os senhores poderão ver, nas fotografias, a exposição da representante sul-brasileira, colocando que o presidente Lula está aportando para o estado catarinense R$ 3,3 milhões para fazermos 30 pontos de cultura no estado. Foi uma audiência interessante, com representantes de todo o estado.

Quero parabenizar a imprensa, que deu cobertura e a nossa equipe de trabalho, que foi eficiente no sentido de mostrar que cultura faz parte da pauta da política brasileira e da política do estado.

Por isso, deputado Sargento Amauri Soares, iremos pedir para que o deputado e atual secretário Gilmar Knaesel possa vir a esta Casa na comissão de Educação e Cultura nos dizer como está a questão do fundo estadual de cultura, porque para o governo federal aportar mais recursos tem que haver a contrapartida do estado. Essa contrapartida, com certeza, passa por uma decisão política de investir em política cultural no estado. Não uma política cultural em que o conselho de cultura não é ouvido, ou aquele que dá dinheiro para a atriz Vera Fischer fazer um filme e nunca ser apresentado no estado de Santa Catarina, como foi dado R$ 500 mil e até hoje não sabemos onde foi parar este dinheiro.

Vimos nesta audiência talentos deste estado que fazem a cultura nos bairros, vimos aqui grupos hip hop, grupos de teatro que estavam ali dançando, que fazem a cultura pelo prazer, pela dedicação, pela vontade de mostrar que é possível. Por isso vamos com todo o carinho, solicitar ao nosso secretário que nos diga quanto de recurso tem no fundo estadual de cultura, como é que está sendo aportado este recurso e qual é a política de designação. Porque não podemos mais deixar de captar esses recursos que estão sendo propiciados pela União e que por falta de contrapartida se deixa de executar isso no estado.

Quero também dizer aos interessados do estado de Santa Catarina que o nosso site também explica como acessar os caminhos do ministério da Cultura para que se possa fomentar, estimular e mostrar como fazer projetos para a captação e principalmente para a formatação de novos pontos de culturas no estado de Santa Catarina.

Estamos ocupando esta tribuna para dizer que não se faz política sem cultura, é através dela que registramos a nossa história.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)