Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Manoel Mota

24ª Sessão Extraordinária - 15/08/2007

O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Sr. presidente, sras. deputadas, srs. deputados e visitantes que nos dão a honra de prestigiar o Parlamento catarinense, neste instante queremos dizer às pessoas que ouvem a Rádio Alesc Digital e assistem à TVAL que estávamos aqui atentos ouvindo o pronunciamento do eminente deputado Joares Ponticelli, que se cercou de tudo para poder encontrar uma forma de envolver sua excelência, o governador do estado de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira. Mesmo que o governador tivesse renunciado no dia 31 de março para disputar as eleições, ele consideraria que lá em agosto seria o Luiz Henrique quem estaria administrando o estado de Santa Catarina.

E as decisões, um episódio isolado, que aconteceram na Fazenda, e que foram tomadas medidas práticas imediatamente, não deixam dúvida de que este é um governo transparente, com lisura, que tem compromisso com o povo catarinense.

Ninguém sabe, cada um é uma cabeça! Mas no momento em que essa cabeça não está andando direito, o que se tem que fazer? Tomar as medidas! E foi isso que o governador fez. Naquele tempo não era o governador Luiz Henrique da Silveira, e sim o governador Eduardo Pinho Moreira, hoje presidente da Celesc.

Eu vejo um caso isolado, e vi aqui uma comemoração extraordinária, um bolo com velinhas de várias cores. Não deu nem para identificar bem as cores daquelas velinhas que saíram daqui. Agora, eu quero dizer aqui ao eminente deputado Joares Ponticelli o seguinte: é muito bom jogar pedra na vidraça dos outros, mas se esquecem da sua própria casa cheia de vidros.

Por exemplo, eu teria que fazer aqui um bolo maior, deputado Renato Hinnig, e não vai dar para colocar aqui em cima, deputado Edson Piriquito, para discutir o nome do presidente do PP de São Paulo e presidente de honra do partido em nível nacional, que se chama Paulo Maluf, o líder maior do deputado Joares Ponticelli. Ele foi procurado até poucos dias pela Interpol, pelo desvio de recursos nos Estados Unidos.

Severino Cavalcanti renunciou para não perder o mandato pelo mensalinho; José Janene, ex-líder do partido, foi aposentado pela Câmara por invalidez, só que não estava doente, mas colocaram a mão em R$ 4 milhões do "valerioduto" e aí tiveram que o aposentar correndo para ele não ser cassado e afastado, ficou com problemas no coração; Pedro Corrêa, presidente nacional do partido, foi envolvido na adulteração de combustível, foi envolvido em contrabando do Paraguai, foi envolvido com o mensalão e cassado pelo mensalão; Pedro Henry, envolvido com o mensalão, foi afastado; Vadão Gomes, envolvido com o mensalão, foi afastado; Lino Rossi foi preso nesta segunda-feira, com denúncias de crime de corrupção ativa por 108 vezes, formação de quadrilha, fraude em licitação e lavagem de dinheiro. Ele é suspeito de envolvimento no esquema das sanguessugas.

Sabe qual o prêmio que essas pessoas receberam? A Executiva Nacional do PP! Esse foi o prêmio que receberam. Portanto, seria preciso fazer um bolo bem grande. E querem comparar um episódio isolado com essa questão que acabou dando o prêmio de ser membro da Comissão Nacional do partido do eminente deputado Joares Ponticelli!

Então, teríamos que fazer um bolo com quatro metros para poder comemorar essa situação. Mas aqui não precisamos de bolo, aqui comemoramos trabalho.

Essas questões são para envolver o governador Luiz Henrique da Silveira, porque os discursos estão ficando vazios; então, eles buscam coisas lá de trás, pegam matéria da imprensa para poder criticar.

Há vários parlamentares que qualquer partido teria a honra de ter em seus quadros; mesmo em Santa Catarina existem bons parlamentares do PP. Agora, em nível nacional é um escândalo, é uma vergonha. Lamentavelmente a Executiva é um desastre, envergonha. E tenho certeza de que muitos bons parlamentares do Brasil têm vergonha da Executiva que construíram em nível nacional, porque todos aqueles que tinham problemas foram premiados com um lugar na Executiva.

É preciso analisar, construir um novo pensamento, uma nova forma de agir, de fazer pronunciamentos, porque a verdade tem que ser dita aqui, doa aonde doer, mas tem que ser dita.

Santa Catarina tem um governador trabalhador, arrojado, determinado, comprometido com a sociedade, que está construindo de alguma forma um estado diferente, um estado participativo, um estado onde a população e os partidos têm o direito de falar. Os conselhos regionais são compostos por presidentes de Câmaras de todos os partidos, pelos prefeitos de todos os partidos e mais dois cidadãos de cada município, que definem evidentemente as ações, o destino dos recursos que são investidos em Santa Catarina.

O eminente deputado João Henrique Blasi pela manhã inaugurou obras, e o deputado Joares Ponticelli diz que as obras estão apenas no pensamento. Temos que comprar lunetas para que o deputado Joares Ponticelli possa enxergar mais longe. Ele não vê nenhuma obra em Santa Catarina. Diz que não tem nada realizado em Santa Catarina. Então, deve ser por isso que o governo dele quando vai para as eleições perde. Perdeu uma vez, perdeu duas vezes, perdeu três vezes, porque não têm um projeto para construir uma Santa Catarina para o povo. Por isso pagam o preço que têm que pagar. Eles não têm o que apresentar. É só discurso tentando denegrir o estado, como fizeram com Joinville, com a Escola Bolshoi.

Queremos uma Santa Catarina construindo para o povo catarinense. É isso que quer Luiz Henrique e é isso que querem aqueles homens...

(Discurso interrompido por término do horário regimental.)

(SEM REVISÃO DO ORADOR)