Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Professor Grando

75ª Sessão Ordinária - 20/09/2007

O SR. DEPUTADO PROFESSOR GRANDO - Sra. presidente, companheiros deputados e companheiras deputadas, exatamente nesta época, há cinco anos, num grande comício em Florianópolis, nas eleições governamentais do segundo turno, e também do segundo turno do governo Lula, Luiz Henrique da Silveira e Lula se comprometeram publicamente a manter o Besc público. Transcorreram cinco anos e essa realidade aconteceu. Isso significa que ambos são homens de bem, realmente atenderam ao grande apelo de toda comunidade que trabalha com o setor financeiro e de financiamento.

Mas a grande importância de manter o Besc público é que o seu lucro seja revertido para o estado de Santa Catarina. Esse é o grande passo que deveremos dar para o desenvolvimento de todos os municípios.

Portanto, os nossos parabéns a todos aqueles que participaram das negociações e dessa luta pública, a qual nós testemunhamos, que ocorreu como reivindicação e num compromisso político. Estávamos lá juntos no palanque em época de disputa eleitoral e na consolidação da democracia.

Sra. presidente, hoje gostaria de falar sobre uma matéria jornalística muito interessante que observamos durante o Jornal Nacional.

(Passa a ler.)

"Tratou-se de um dos maiores problemas ambientais urbanos deste século. Qual o destino dado aos milhões, talvez bilhões de sacolas plásticas utilizadas para embalar produtos nas feiras e supermercados? Eis a questão central da referida matéria, assunto para a reflexão de todos.

Sabemos que a busca por soluções para os riscos do aquecimento global deve ir além dos esforços já conhecidos decorrentes de acordos internacionais como o Protocolo de Kyoto. Estados e municípios, empresas e cidadãos, instituições, grupos humanos e o próprio indivíduo devem promover ações visando a mitigar ou minimizar as causas desse fenômeno extremamente complexo e danoso à vida no planeta.

Dentre as ações necessárias ao nosso alcance, ao alcance do cidadão, estão as alterações de métodos de produção e a utilização de matérias-primas menos poluentes em produtos imprescindíveis em nosso cotidiano. É o que ocorre com o plástico, fração de 3 a 5% de cada barril de um material que utiliza petróleo em sua produção. É importante lembrar que levam 300 anos para se decompor.

Note-se a questão das sacolas plásticas utilizadas nos supermercados catarinenses. Acostumadas a carregar as compras, as pessoas incorporaram os saquinhos plásticos no cotidiano. Utilizam-se deles para forrar latas e abrigar o lixo doméstico."

Não existe coleta seletiva por parte dos munícipes, e as Câmaras de Vereadores deveriam fazer o que ocorre na Europa, ou seja, leis específicas para que o cidadão, na sua própria casa, já faça a seleção. E quando chegar a coleta do resíduo sólido, já leva de forma seletiva.Gostaria de lembrar que o nosso é o único estado em que, através de um ajuste de conduta, os 293 municípios de Santa Catarina dão o destino correto do seu resíduo sólido, do seu lixo.

O Brasil produz, anualmente, 210 mil toneladas de plástico filme, a matéria-prima dos saquinhos plásticos. E isso representa cerca de 10% do lixo do país. O custo é muito elevado.

Portanto, queremos lembrar aos senhores deputados que temos nesta Casa um projeto da nossa autoria que procura fazer com que haja a produção biodegradável. E já existe tecnologia, como o produto de mercado elaborado pelos cientistas brasileiros, que é o plástico derivado do açúcar de cana. E há outros deputados que também estão juntos nesse...

(Discurso interrompido por término do horário regimental.)

(SEM REVISÃO DO ORADOR)