Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Derli Rodrigues

7ª Sessão Ordinária - 18/02/2010

O SR. DEPUTADO DERLI RODRIGUES - Sr. presidente, sras. deputadas e srs. deputados, prezados telespectadores da TVAL, ouvintes da Rádio Alesc Digital, venho a esta tribuna, nesta oportunidade, fazer coro ao que foi explicitado pelo deputado Serafim Venzon, que há poucos instantes falou de uma página importante que começa a ser registrada em caráter oficial no estado de Santa Catarina, seguindo o exemplo, certamente, do que ocorre nos demais estados do país.

Eu quero dar as boas-vindas a todas as professoras e a todos os professores da rede estadual de ensino. Dar também as boas-vindas e desejar um bom trabalho no decurso deste ano letivo de 2010 para todos os diretores e diretoras, para os secretários e secretárias dos estabelecimentos de ensino espalhados por todos os municípios de Santa Catarina. Dou ainda as boas-vindas e desejo um trabalho profícuo ao longo deste ano para os demais servidores da rede estadual de ensino catarinense. Por fim, desejo muito sucesso para todas as alunas e alunos que estão retornando as suas atividades na escola.

Quero dizer, como professor de Língua Portuguesa, que entendo que a educação é uma das páginas mais importantes que o governante e o legislador precisam levar em consideração. Tudo é importante quando se trata de servir, de fazer parte da vida pública, mas a educação é o que mais ajuda a formar o caráter da pessoa, pois abre os horizontes do aluno para que ele consiga projetar-se, escolher e preparar-se para uma vida profissional futura.

Quero também dizer que existem muitas coisas boas que o governo do estado, através do governador Luiz Henrique da Silveira, do vice-governador Leonel Pavan e do secretário da Educação, Paulo Bauer, assim como os demais colaboradores, está fazendo em prol da educação de Santa Catarina. Mas quero aqui, através de uma indicação que trago para apreciação nesta Casa, a de n. 0053/2010, incluir no rol de livros doados pelo governo, pois a secretaria da Educação tem doado livros de Geografia, de História, de Língua Portuguesa e de outras áreas, assim como outros recursos importantes e inerentes à educação, que contribuem para facilitar a vida dos alunos que estão estudando, especialmente aqueles que fazem parte de famílias de menor poder aquisitivo, um livro cuja disciplina está sendo obrigatória no ensino fundamental e no ensino médio, mas que não está sendo concedido pela pasta da Educação.

Então, quero fazer um apelo aos parlamentares, ao secretário Paulo Bauer, ao governador Luiz Henrique da Silveira, ao vice-governador Leonel Pavan e aos demais que estão participando da organização da educação estadual, que avaliem com carinho a possibilidade de incluir a concessão do livro de língua inglesa, pois atualmente os alunos precisam pagar.

Como já disse, sabemos que muitas coisas boas o governo tem feito em favor da educação, investindo até mais de 25%. Mas quero crer que não iria acrescentar muito em valores econômicos se o governo incluísse a concessão aos nossos alunos do livro de língua inglesa, pois apesar de o nosso estado ser um dos que estão com uma boa qualidade de vida no país, temos um índice alto de famílias que têm dificuldades financeiras. Assim, entendo ser relevante o governo estudar a possibilidade de fazer também a doação do livro de língua inglesa aos alunos.

Volto a salientar o primeiro pedido que fiz ao chegar nesta Casa, no início do mês de fevereiro, referente aos alunos que resistem em estudar, que causam um alto índice de repetência, de evasão escolar. Motivados por uma série de problemas, acabam causando dificuldade para o andamento dos trabalhos na escola, para o professor, para a direção da escola e para os alunos que querem estudar.

Entendo que a melhor alternativa é o estado estudar a possibilidade de fazer um investimento a mais e contratar psicólogos para conduzir esse trabalho. Sugeri, no pedido que formulei, que fosse um psicólogo para os municípios com até 30 mil habitantes; dois psicólogos para municípios com até 80 mil habitantes; três, até 150 mil habitantes, quatro, até 250mil, e acima desse número, cinco profissionais.

Considero, srs. deputados, que o profissional específico tem condições de conhecer o aluno, saber qual o seu problema, detectar a origem do problema e ver o que é necessário para resolver, ou seja, ele acompanha o aluno, trabalha com a família, trabalha o ambiente escolar e procura, através da técnica, fazê-lo redescobrir a vontade de estudar.

O aluno que não estuda hoje está fadado a um futuro não promissor. Aquele que estuda, aquele que, sobretudo, aproveita o período de estudo, que se dedica, que tem consciência da importância da instrução, naturalmente está-se preparando para um futuro promissor.

Por essas razões, faço essas colocações e um apelo ao governo de Santa Catarina, no sentido de que estude a possibilidade da contratação de psicólogos e a possibilidade da inclusão do livro de língua inglesa como material didático doado ao alunado catarinense.

Parabéns a todos os profissionais que encaram a educação com responsabilidade. Boas-vindas, sucesso e um grande abraço a todos. Esperamos que o ano de 2010 seja um ano melhor para todos.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)