94ª Sessão Ordinária - 28/10/2010
O SR. DEPUTADO ONOFRE SANTO AGOSTINI - Quero cumprimentar o sr. presidente, a sra. deputada, os srs. deputados e também as pessoas que nos honram neste momento com a sua visita.
Ocupo a tribuna em nome do meu partido e volto ao problema da violência e dos assaltos que vêm ocorrendo em Santa Catarina. Deus permita que toda a imprensa que dá cobertura a este Parlamento, a TVAL e as outras emissoras de televisão ajudem nessa missão. Temos que combater a violência! Não é admissível que na capital e no interior do estado de Santa Cataria continuem a acontecer assaltos e mortes, como vêm ocorrendo, deputada Ada De Luca, nos últimos meses. Até comentei, ontem, deputada Ada De Luca, que a violência está-se banalizando. Tornou-se comum.
Lembro-me, quando jovem, menino, que a ocorrência de um assalto era uma coisa impressionante. Deputado Sargento Amauri Soares, eu não sei se assisti ou soube de um assalto no meu tempo de jovem. Hoje, é todo santo dia. Eu refleti sobre isso, ontem, e vou mais uma vez fazer essa colocação.
Há num posto de gasolina no centro da capital que foi assaltado duas vezes num só dia. Quer dizer, estamos chegando ao fundo do poço. Soube de duas senhoras que estavam indo ao mercado e foram assaltadas na rua. Vamos ter que dar um basta nisso.
Eu ontem escutava alguém comentar que a sociedade deve ajudar, colaborar. O governador eleito Raimundo Colombo é defensor da tese da Polícia Comunitária como uma forma de combate à violência, por causa de uma experiência muito bem sucedida na cidade de Lages, à época em que ele era prefeito. A participação da comunidade, através da Polícia Comunitária, é uma forma de combater a violência, os assaltos. Quem sabe no ano que vem, quando ele assumir, comece a tratar desse assunto.
Contudo, não podemos esperar pelo ano que vem. Estamos no final de outubro, depois vem novembro, dezembro, janeiro e o problema continua. Quando isso vai parar? Jovens estão sendo assassinados. A juventude está totalmente envolvida, em tese, porque, evidentemente existem jovens com os pés no chão.
Mas estive, deputado Sargento Amauri Soares, há poucos dias em Canoinhas e o presidente de uma entidade que cuida de drogados, de pessoas viciadas, perguntou-me: "Qual a solução para esse problema?" Eu disse, porque esse é o meu ponto de vista, que precisamos unir-nos - sociedade, família, polícia, justiça, enfim, todo mundo -, porque senão daqui a 20 anos e, se Deus quiser, ainda vivo estarei, podem v.exas. ter certeza de que o Brasil inteiro estará drogado, porque a droga antes era coisa da classe pobre, do humilde, do pequeno, mas hoje ela está elitizada, e aí a coisa fica complicada. Por isso alguma coisa nós vamos ter que fazer.
A Sra. Deputada Ada De Luca - V.Exa. me concede um aparte?
O SR. DEPUTADO ONOFRE SANTO AGOSTINI - Pois não!
A Sra. Deputada Ada De Luca - Deputado, a droga existe há muitos e muitos anos. Ela sempre existiu, inclusive na elite, porque se não fosse pela elite o pobre não a conseguiria. V.Exa. sabe que o comércio de drogas é violento nessas duas faixas sociais.
Agora, a violência, deputado, é um problema sério para todos nós, que temos filhos, netos, enfim, para toda a população. V.Exa. tem o meu maior apoio, pois, como bem disse, precisamos juntar a sociedade civil, os políticos, o Exército, as Polícias Federal, Militar e Civil para combater o problema, porque senão o futuro do Brasil estará seriamente comprometido.
Veja o caso que ocorreu no estado: uma mulher foi fazer um BO e o marido a matou na porta da delegacia! Mas arranjam subterfúgios para não pegar o responsável e colocar no xadrez. Enfim, mil coisas podem ser feitas.
Parabéns, deputado!
O Sr. Deputado Antônio Carlos Vieira - V.Exa. me concede um aparte?
O SR. DEPUTADO ONOFRE SANTO AGOSTINI - Vou ouvi-lo, deputado, mas antes permita-me dizer da alegria e da satisfação em revê-lo.
V.Exa. foi, por muito tempo, um excepcional deputado e sabe do respeito que tenho pelo ilustre catarinense que é. Foi o melhor secretário da Fazenda de todos os tempos, sem dúvida nenhuma, e um excepcional deputado. Uma pena que v.exa. não tenha voltado na efetividade, mas vem agora na qualidade de suplente por um período que fortalecerá o Parlamento. Por isso, é um prazer enorme ouvi-lo, pessoalmente, neste Parlamento.
O Sr. Deputado Antônio Carlos Vieira - V.Exa. me concede um aparte?
O SR. DEPUTADO ONOFRE SANTO AGOSTINI - Pois não!
O Sr. Deputado Antônio Carlos Vieira - Deputado Onofre Santo Agostini, quero cumprimentá-lo pelas suas palavras, agradecer seu elogio e parabenizá-lo pela sua eleição a deputado federal, dizendo que v.exa. fez uma campanha excepcional e merece os aplausos do povo catarinense pelo que alcançou e também alcançará.
Com relação à segurança, acho que precisamos unir-nos, sim, mas temos que unir primeiro, nobres deputados, as nossas Polícias, pois a Polícia Militar e a Polícia Civil não podem ficar separadas, não podem ter comandantes distintos. Hoje, o que uma faz a outra desfaz. Isso não é possível! Porque o problema é uma polícia contra outra polícia. Os nossos jornais publicam brigas em bares entre policiais de uma e de outra corporação. Nós temos que acabar com isso, deputado Onofre Santo Agostini, esse é o primeiro passo, e no momento em que a Polícia Civil e a Militar se unirem na defesa da comunidade catarinense as coisas melhorarão.
Muito obrigado!
O SR. DEPUTADO ONOFRE SANTO AGOSTINI - Eu agradeço a manifestação de v.exa., bem como da deputada Ada De Luca, e efetivamente acho que o deputado Vieirão tem toda razão, mas teremos que fazer alguma coisa para evitar que o jovem, a mulher, o homem, enfim, nossos irmãos tenham suas vidas ceifadas.
Por isso, a situação é preocupante. E aproveito os jovens aqui presentes pedindo que nos ajudem, fazendo as denúncias, levando ao conhecimento das autoridades o que está acontecendo, e existe um telefone próprio para fazer qualquer denúncia.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)