55ª Sessão Ordinária - 23/06/2010
A SRA. DEPUTADA PROFESSORA ODETE DE JESUS - Eu apenas estou dando, sr. presidente, continuidade ao meu pronunciamento, que foi apenas de cinco minutos, e agora tenho dez minutos para falar e para explicar.
Eu estava falando da matéria que saiu no jornal ontem, em Caçador, esse jornalzinho aqui, onde mostra a foto do prefeito e a sua explicação sobre o fechamento do hospital, dizendo que planeja colocar uma policlínica especializada. Que decadência! Que decadência! Onde a população fará as cirurgias? Onde as mulheres darão à luz? As pessoas que precisam de internamento onde ficarão? Porque o Hospital Maicé é um hospital particular, e as pessoas não possuem dinheiro para pagar.
Então, quero dizer para todos que nos acompanham que já entraram com um pedido de liminar, que temos uma ação cível pública, porque naquele hospital havia equipamentos comprados com dinheiro público, e eu vou citar quais equipamentos foram retirados do hospital, eis que hoje ele se encontra vazio. Foram retirados os seguintes equipamentos: berço aquecido, bomba de estufa, desfibrilador, equipamento de fototerapia, incubadora, monitor de pressão, reanimador pulmonar, respirador, ventilador, eletrocardiógrafo, microscópio cirúrgico. Citei apenas alguns equipamentos, mas soube que há equipamentos em Fraiburgo que foram todos para o Hospital Maicé, particular.
Por causa disso eu ontem fui chamada, mas estava em São José do Cedro, na segunda-feira à noite. Então, eu saí daquele município por solicitação dos moradores de Caçador, cheguei lá às 3h e fizemos uma pequena reunião com algumas entidades.
Eu quero dizer para vocês que eles me repassaram em mãos os documentos. Foram dez mil assinaturas dos moradores de Caçador! Vejam aqui! Foram dez mil assinaturas!
Isso aqui é uma cópia, é claro, porque os originais que vieram para a Assembleia eu não sei onde estão, sr. presidente! Eu não sei onde foram parar os documentos verdadeiros, que não chegaram às minhas mãos! Eu mesma trouxe em mãos, pois foram dados em minhas mãos, pois os verdadeiros eu não sei onde estão guardados! Devem estar por aí, não sei aonde!
Mas agora estão em meu poder os documentos com dez mil assinaturas. E quero dizer para vocês que nós, toda a comunidade caçadorense, devemos lutar, porque queremos aquele hospital com os materiais e novamente funcionando.
Nós não vamos aceitar que o chefe do Poder Executivo do município, que está ali de passagem, permita que o hospital feche, que a população fique à mercê do nada, sem atendimento, e transforme o hospital em uma policlínica especializada. Isso aqui não pode descer na nossa garganta, pessoal!
Então, nós estamo-nos mobilizando. Eu falei que vou incomodar o secretário da Saúde, vou ligar para ele, pois quero um posicionamento de todas essas questões, da questão de vocês, porque não queremos greve.Nós não aceitamos greve, pois as pessoas precisam ser atendidas. Nós queremos uma solução e queremos também uma solução para o hospital de Caçador, o Hospital Jonas Ramos, um hospital público.
Nós não vamos admitir isso, porque é dinheiro público. Afinal de contas, a população contribui com os seus tributos rigorosamente em dia e se ela não paga, haverá o corte.
A população paga, desconta o seu ICMS, e isso tem que retornar em qualidade de atendimento em todos os órgãos. Mas eu não sei o que é que acontece! A vontade é tão pequena, a vontade de atender à população é muito insignificante!
Deputado Pedro Uczai, as pessoas merecem respeito! É constitucional, está na Constituição, que as pessoas devem ter os seus direitos respeitados, que as crianças devem receber um ensino de qualidade, que deve haver um bom atendimento em todos os órgãos e que devem ter os seus benefícios assegurados.
A política vem para ajudar a população, porque nós, aqui, somos representantes do povo, os governantes, os presidentes, os vereadores, os deputados, as deputadas. Nós representamos as famílias! Nós temos que brigar pelas famílias para que elas sejam bem assistidas em todos os órgãos!
Então, é essa a nossa missão para que chegue na casa das pessoas o bem-estar e elas possam estar tranquilas e não gemendo, chorando e dormindo aqui e tendo que fazer desta Casa um local de vigília. Eu cheguei cedinho e vi que vocês tinham pernoitado aqui nessa noite gelada, fria. Por que será que o secretário de Saúde não atende as pessoas? Por que será que o governador não quer atender o pessoal da saúde? Acho que o homem público tem que atender as pessoas. Eu atendo todas as pessoas que vão ao meu gabinete. Eu abri as portas para o pessoal da Saúde. Eu atendi e acompanhei o sindicato. Nós temos que atender as pessoas! Nós não podemos nos esconder e sair pelos fundos ou pelo telhado para fugir do pessoal da Saúde!
Vou voltar à tribuna hoje à tarde, no horário dos Partidos Políticos, para dar continuidade ao meu pronunciamento. Continuem perseverantes, pessoal, lutando pelo que vocês querem. É uma missão árdua, mas é um direito de cada um de vocês.
Muito obrigada! Um abraço!
(Palmas)
(SEM REVISÃO DA ORADORA)