83ª Sessão Ordinária - 09/11/2004
O SR. DEPUTADO CÉZAR CIM - Sr. Presidente, Sra. Deputada Odete de Jesus e Srs. Deputados.
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"Não é por nada não... Mas se todo mundo soubesse que o mundo fosse acabar em 24h, todas as linhas telefônicas, Internet e todos os outros meios de comunicação ficariam sobrecarregados com as pessoas mandando todos os tipos possíveis, imagináveis de mensagens. As que possivelmente iriam liderar eram as de ‘perdão, desculpa, te desejo tudo de bom, que pena nos falamos e nos encontramos tão pouco, eu sempre te amei e nunca te contei’.
Como o mundo não vai acabar, quem sabe a gente aproveita o dia de hoje para perdoar, para pedir desculpas, para fazer o bem, para falar e ouvir, para sair e curtir a vida e para dizer livre e abertamente: ‘Eu te amo’. A felicidade vai ser total e, com estas ações, não estaremos mudando o mundo, mas começando a melhorar o nosso mundo através da própria alma."
Nada mais, nada menos do que a coluna diária do meu amigo Horácio Braun, no Jornal Santa Catarina, da nossa querida Blumenau.
Sr. Presidente, Sra. Deputada e Srs. Deputados, tenho falado por várias vezes aqui que a maior injustiça social que um país pode impor aos seus filhos, aos seus patriotas é o desemprego. Quem não tem emprego está liquidado, Deputado Celestino Secco.
O desemprego desestrutura, o desemprego atormenta, o desemprego tira a paz das pessoas, o desemprego não permite que cada um de nós possa colocar em comparação com outras nossas qualidades. Quem trabalha pode evoluir; quem não trabalha não pode mostrar a sua capacidade. Evidentemente que algumas coisas têm colaborado para o desemprego em nosso País: a carga tributária, a burocracia, os juros bancários e outras tantas dificuldades, como a inflação e a instabilidade da moeda.
O empresário, o industrial, o comerciante e o prestador de serviço encontram-se em meio a essa batalha porque são eles que, lá no fundo, geram empregos. Eles são os grandes responsáveis para que nós possamos sonhar com cidadania e com justiça social.
Hoje, Sr. Presidente, Sra. Deputada e Srs. Deputados, gostaria de prestar uma homenagem a um grupo de empresários, a um grupo de produtores, a um grupo de comerciantes, industriais, prestadores de serviço que fazem parte da nossa querida Associação Comercial e Industrial de Blumenau, que completou 103 anos de existência no último dia 5.
(Passa a ler).
"A Associação Empresarial de Blumenau (Acib) foi fundada por um grupo de agricultores, comerciantes e industriais em 1901, com o objetivo de defender seus interesses e incentivar o crescimento da economia local. É a mais antiga entidade do gênero em Santa Catarina.
Desde o seu surgimento até os dias atuais, quase todas as iniciativas de porte registradas em Blumenau contaram com a participação direta da Acib.
Hoje a Acib consolidou-se como uma entidade consultiva da administração pública, de apoio às ações comunitárias e de incentivo ao desenvolvimento econômico do Município. Sem esquecer de seus papéis de prestadora de serviços aos associados e representante dos interesses do empresariado blumenauense."
Sempre, Sr. Presidente e Srs. Deputados, quando se homenageiam algumas pessoas e alguns segmentos, dificilmente se pode esquecer do histórico. E nada mais justo, para registrar nos Anais desta Casa Legislativa o nosso carinho, o nosso respeito e a nossa admiração à Associação Industrial e Comercial de Blumenau, que se leia neste Plenário, no original, no vernáculo germânico, a ata de fundação da nossa associação, que data de 5 de novembro de 1901.
(Continua lendo)
"Assembléia Constituinte da Associação Comercial do Vale do Itajaí. Presentes 32 senhores industriais e comerciantes. O presidente provisório, senhor Gustav Salinger, abriu a reunião e expôs em breves palavras, num relance geral, os fins e as metas da Associação. Ao primeiro ponto da Ordem do Dia - Fundação de uma Associação Comercial - o senhor Scheeffer sugeriu que seria melhor fazer-se primeiramente a leitura dos estatutos. Após a leitura dos estatutos e o debate destes, parágrafo por parágrafo, o senhor Feddersen propôs que fossem os mesmos aprovados na forma em que foram lidos; o senhor Altenburg propôs, porém, que antes deveria ser fixada a contribuição anual, para que cada um dos senhores presentes ficasse sabendo quais compromissos teriam os eventuais sócios. A proposta foi aceita e em seguida foi fixada, por enquanto, em 1 mil réis a contribuição mensal; independente disso será aberta uma lista de subscrição para fazer face às primeiras despesas; tão logo a caixa o permitir, estes adiantamentos serão restituídos aos respectivos contribuintes. Em seguida os estatutos passaram de mãos em mãos entre os presentes para a assinatura; 31 senhores assinaram os estatutos, entrando na Associação, que desta forma foi declarada constituída. A seguir procedeu-se à eleição da diretoria; foram eleitos: como presidente, o senhor Gustav Salinger, com 26 votos, para 1º secretário, o senhor F. Specht, com 23 votos; para 2º secretário, o senhor Wilhelm Nienstedt, com 24 votos; para tesoureiro, o senhor Louis Altenburg, com 27 votos, e para assessores, foram eleitos os senhores Bruno Hering e Wilhelm Scheeffer. Por proposta do senhor Gustav Salinger, foi decidida a realização, todas as terças-feiras, às 10h da manhã, de uma reunião dos membros da Associação Comercial; da mesma forma resolveu-se pôr um livro na sede, para nele serem registradas todas as queixas ou propostas dos senhores sócios(...). Lido, aprovado e assinado.
Blumenau, 5 de novembro de 1901."
Faço esse registro, Sr. Presidente e Srs. Deputados, para que possamos fazer inserir, como disse, nos Anais desta Casa Legislativa a nossa homenagem, a minha homenagem especialmente, como blumenauense e representante daquela terra produtora, em prol da Associação Comercial e Industrial de Blumenau, para que ela continue desempenhando o papel de pioneira que sempre desempenhou, para que ela continue sendo parceira do Poder Público na nossa querida Blumenau e para que ela continue agregando os empresários, que são os responsáveis pela geração de emprego, pois Blumenau tem se destacado nos últimos anos como campeão na geração de emprego apesar das crises, e que ela continue colaborando para que possamos ter mais justiça social, mais cidadania e mais orgulho desse segmento que tem sido tão representativo e tão injustiçado no nosso Estado.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)