Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Manoel Mota

32ª Sessão Ordinária - 09/05/2006

O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Sr. Presidente, sras. deputadas, srs. deputados, visitantes que prestigiam a nossa sessão neste Parlamento.

Gostaria de dizer que temos feito um trabalho em defesa do governo, como nossos nobres pares também têm feito, mas em razão do trabalho que está sendo realizado em Santa Catarina.

Fazer oposição é um direito dos srs. deputados, evidentemente! Mas, às vezes, o deputado Joares Ponticelli, não faz uma Oposição respeitável. Uma Oposição respeitável, por exemplo, aqui nesta Casa é a que faz o eminente deputado Antônio Carlos Vieira. E por que ele é respeitado? Porque sabe fazer Oposição e sabe o que quer! Ele vai ali na tribuna, critica o governo, mas elogia também quando é necessário. Isso se chama coerência!

A mesma coisa acontece com o eminente deputado Celestino Secco, que não se encontra aqui, mas ele faz esse tipo de trabalho, ou seja, ataca na hora que entende que deve atacar, mas reconhece quando o governo está correto. Acho que este é o papel de Oposição, de pessoas com visão, de pessoas coerentes.

Às vezes nos atritamos, aqui, com o deputado Joares Ponticelli, porque ele não apresenta absolutamente nada de concreto, de inovador, de construtivo. Ele tem que apresentar uma proposta, não apenas atacar governo, de forma destrutiva. Acho que é legítimo o parlamentar fazer oposição, é o seu papel, é o seu dever, mas tem que ter coerência.

É impossível que todo o trabalho do governo de Santa Catarina não mereça um reconhecimento. Quer dizer, o deputado Joares Ponticelli não tem um reconhecimento. Ele faz, aqui, o papel de oposição, mas, para mim, é uma oposição de cabeça baixa, sem saber que rumo vai tomar, porque só sabe atacar.

Agora, se perguntar a ele, como líder que foi aqui nesta Casa, sobre as obras do ex-governador, ele não tem o que dizer. A minha região é do extremo sul de Santa Catarina, é uma área produtiva, a região mais rica em termos de agricultura; nós produzimos 36% do arroz irrigado e 50% do fumo de Santa Catarina. É, portanto, uma região forte e que merece investimento. Mas se perguntarmos ao deputado Joares Ponticelli qual foi a obra que o governo dele fez na minha região, ele ficaria o resto da tarde sem poder responder, porque não tem uma obra do governo do estado, e não foi apenas de um mandato, foram dois.

Outro dia fiz esta pergunta e me disseram que tinha sido o hospital regional da minha região. Mas o hospital regional foi realizado no governo de Jorge Bornhausen, hoje senador da República. Erraram feio num debate que tivemos lá.

Recentemente, o ex-governador esteve lá fazendo, juntamente com o deputado Joares Ponticelli, algumas críticas ao governo do estado de Santa Catarina, deputado João Henrique Blasi, quando o telefone começou a tocar e colocaram o pessoal a responder no ar sobre as obras que o ex-governador tinha feito na região do vale do Araranguá.

O governador pensou, pensou e disse que, realmente, estava em déficit com aquela região e que precisava se eleger novamente ao governo do estado para poder cumprir a sua missão.

Mas não foi um mandato, foram dois e ele não fez absolutamente nada. Ele foi penalizado pela própria população que estava ao telefone dizendo que os abandonou, que nunca fez nada, que nunca realizou nada. E nunca realizou mesmo!

O deputado Joares Ponticelli estava lá e sabe que eu estou falando somente a verdade e que o governador pediu desculpas à população por não ter realizado obras naquela região.

Mas não precisamos falar só daquela região, é só chegar em Criciúma, na região da Amrec e perguntar o que o ex-governador realizou; também não precisamos ficar somente na região da Amrec, podemos perguntar à região da Amurel o que ex-governador fez por lá. E o deputado Joares Ponticelli era líder nesta Casa e defensor incontestável com discursos calorosos levando sempre, toda semana, subvenções sociais. Só que as obras não existiram.

Eles começaram algumas obras e não pagaram, como foi o caso do aeroporto regional de Jaguaruna. E o governo Luiz Henrique teve que resgatar essa dívida. Então, a grande verdade é que fizeram muita crítica, mas enquanto estiveram no poder nada fizeram. Quando se engana a população, os resultados das urnas são claros.

Com a caneta nas mãos, com o poder, o governador Luiz Henrique da Silveira, à época, prefeito de Joinville, renunciou ao seu mandato, voltando a ser um cidadão comum e, por ética, depois, quando governador, poderia ficar no poder mas saiu para mostrar coerência. Quer dizer, ganhou a eleição do poderoso, à época, com a caneta nas mãos, o ex-governador Esperidião Amin.

Evidentemente que são essas questões que chamam a atenção e o deputado Joares Ponticelli não se cansa de todos os dias rodar a mesma fita, o mesmo CD. É por isso que hoje ele estava meio rouco e calmo, porque eu acho que não tinha mais fôlego para atacar o governo de Luiz Henrique da Silveira, que teve a coragem de descentralizar suas decisões.

Hoje é um governo descentralizado, um governo que discute as ações com todos os conselhos, com todos os partidos, presidentes de câmaras, prefeitos municipais, representantes da universidade, reitor, entidades de classes que representam o conselho e elegem as prioridades e o governo vai executando.

É um governo diferente, moderno, novo que administra para o povo de Santa Catarina, que tirou a caneta das mãos do governo e a entregou à população.

Jamais poderemos voltar a governar entre quatro paredes, decidindo tudo, fazendo orçamento com os tecnocratas que decidiam que obras fazer, colocando-as no orçamento, assim mesmo não as realizavam e não era aquele o sentimento da população.

Este é um governo que descentralizou suas decisões, no qual o povo participa efetivamente, porque os conselhos são abertos para darem a sua opinião.

Por isso, este governo é respeitado no estado de Santa Catarina e tenho convicção de que está no caminho certo. Defendo um governo que trabalha desta forma, com transparência, que realiza aquilo que é fundamental, como, por exemplo, dar acesso a todos os municípios que não tinham. Eram 56 e hoje, se não me engano, são menos de 20. E já está sendo realizada licitação para que todos os municípios tenham acesso e pavimentação asfáltica no estado de Santa Catarina.

Então, este é o governo que nós temos neste momento, um governo que administra sem rancor, sem ódio, que administra para o povo catarinense e, por isso, vive num patamar ideal, respeitado, pois vemos todas as regiões do estado defendendo-o. E os partidos políticos também o defendem, assim como conheci aqui parlamentares que faziam parte do próprio governo e, às vezes, ficavam chateados porque não eram respeitados.

Hoje as ações têm que ser respeitadas, tem que ser um grande parceiro da população para poder aprovar os projetos que têm o sentimento do povo para poder ser executado. E hoje as ações do governo, o sentimento do governo é o sentimento do povo buscando realizar as obras fundamentais para desenvolver toda a região.

É por isso que eu tenho a honra e o orgulho de defender o governo Luiz Henrique da Silveira e Eduardo Pinho Moreira, porque é um governo que tem o sentimento do povo. No governo passado quantas vezes nós fizemos reuniões regionais e o resultado chegava aqui e morria, quer dizer, não tinha eco, ficava fora do processo. Agora não! Agora o orçamento tem o sentimento do povo de Santa Catarina.

Por isso, não tenho dúvida de que estamos no caminho certo, estamos governando o estado para o povo de Santa Catarina. Na minha opinião o governo de Luiz Henrique da Silveira é modelo para o estado.

E só quem administra com essa responsabilidade e com essas parcerias é que busca realizar, com pouco dinheiro, tantas obras para atender as reivindicações do povo de Santa Catarina. Não tenho dúvida, fiquei um mês afastado, mas volto com muita garra e muita determinação e muita lealdade para cumprir a minha missão e para ajudar este Parlamento e a sociedade catarinense para que, juntos, possamos fazer o nosso povo ainda mais feliz.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)