Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Sargento Amauri Soares

28ª Sessão Ordinária - 16/04/2013

O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Deputado presidente, caro colega Kennedy Nunes, srs. deputados e sras. deputadas aqui presentes.

Gostaria de fazer uma fala, mais uma vez um tanto heterodoxa, no sentido de reconhecer a importância da publicação que o Grupo RBS e outros veículos de comunicação têm dado sobre alguns problemas fundamentais da sociedade catarinense.

Hoje, no horário do almoço, foi destinado um tempo largo para as famílias e amigos dos desaparecidos da Grande Florianópolis. Mas quero referir-me especificamente ao trabalho que o Grupo RBS tem feito acerca das agruras da população catarinense pobre com relação ao péssimo atendimento na área da saúde.

Tem sido constante, desde o ano passado, a veiculação de matérias a esse respeito. Já fiz esse registro aqui e quero continuar registrando a importância que representa o fato de os grandes meios de comunicação discutirem os assuntos fundamentais da sociedade. E um deles é justamente a dificuldade imensa do conjunto da população que cada vez encontra mais dificuldade para ter acesso ao serviço público de saúde em nosso estado.

O Hospital Infantil Joana de Gusmão, que já foi visitado por comissão desta Assembleia Legislativa umas quatro vezes só na atual legislatura e que tem sido acompanhado pelos meios de comunicação, tem uma problemática que não se resolve. A reforma já tem mais de dois anos e não acaba, pelo contrário, só aprofunda o desmoronamento do hospital, pois até naquilo que dizem que já está pronto ou que já deveria estar pronto há muito tempo percebe-se goteiras.

Gostaria de fazer o registro de que a minha posição - e creio que esta é a posição de todos os deputados - não é contra os servidores. Pelo contrário, temos até atendido ao seu pedido de socorro, no sentido de falar do assunto, porque quem acompanha um pouco pelo menos essa situação percebe e emociona-se com a vontade, com o entusiasmo, com o nível de comprometimento dos profissionais de todos os níveis, a ponto de continuarem trabalhando mesmo quando há goteiras dentro da sala de cirurgia em que estão realizando procedimentos difíceis e altamente sofisticados.

Tentar entender essa realidade, saber por que ela chegou à atual situação é o mais difícil, porque temos visto e todos têm acompanhado também pelos meios de comunicação o governo anunciando que vai construir novos hospitais na Grande Florianópolis.

Ora, há um hospital em Biguaçu que está quase pronto - e já era para estar pronto! Fala-se em fazer outro hospital em Palhoça, não é que Palhoça não mereça ou não precise, mas há o regional, ali ao lado, abandonado!

Qual é a lógica? Qual é a intenção? Por que se fala em construir hospitais novos na Grande Florianópolis quando os existentes da rede pública estadual têm leitos fechados e serviços cirúrgicos que estão deixando de ser realizados por falta de pessoal, de equipamentos, por falta de telhados?

Qual é a lógica? Esse é um debate que vamos precisar aprofundar. Essa é uma reflexão que vamos precisar fazer para tentar entender qual o objetivo do governo do estado na questão da saúde pública da população.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)