97ª Sessão Ordinária - 09/10/2012
O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Sr. presidente, srs. deputados, sras. deputadas, quem nos acompanha pela TVAL e Rádio Alesc Digital, ainda não vai ser agora que vou falar sobre eleição, assim como os demais deputados têm feito. Inclusive, existe essa questão da greve dos servidores da saúde que está me preocupando mais do que a eleição, onde mais perdemos do que ganhamos, na minha avaliação, deputada Luciane Carminatti.
Eu estava falando da greve que começou na manhã de hoje e da proposta do governo. Proposta, não. O governo mandou um ofício dizendo que em 15 dias apresentará uma proposta, no final da tarde de hoje. Isso, evidentemente, colocou o sindicato, a diretoria do sindicato e o comando de mobilização em greve, a debater, a refletir pela madrugada inteira. E estão para realizar uma assembleia por agora.
Eu quero deixar muito clara nesta tribuna a posição da diretoria do SindSaúde e inclusive do comando de greve. A posição da diretoria do sindicato e do comando de greve, racionalizando a questão, é de esperar os 15 dias. Mas essa é a posição da diretoria do sindicato e do comando que, evidentemente, está sujeita à deliberação da última assembleia da semana passada, assim como está sujeita a decisão da assembleia daqui a pouco.
Espero, muito sinceramente, que a intenção do governo com essa proposta, com esse empurrão de barriga, por mais 15 dias, não seja no sentido de colocar a liderança do movimento em xeque diante da categoria. Porque se for isso, com certeza, a partir de hoje nós teremos uma situação muito conflitante nos estabelecimentos públicos de saúde do nosso estado, como já está.
Não é possível definir qual será o resultado desta assembleia que está para começar agora, Porque os hospitais já começaram a greve na manhã de hoje.
Então, é impossível dizer quantos estarão mobilizados em assembleia, convocada em 12 horas, para que possa ter legitimidade e racionalização para definir um rumo melhor para o movimento. E eu quero, inclusive, falando aqui na defesa da categoria, dos servidores da Saúde, respaldar a posição do comando de greve e da diretoria do sindicato e apelar ao governo do estado que se efetivamente está determinado a apresentar uma posição, que nas próximas horas e não apenas daqui a 15 dias tome uma atitude mais efetiva para convencer de que vai apresentar uma proposta concreta de gratificação que possa superar o atual conflito que já levou à greve.
Avalio que o governo tenha a necessidade de tomar essa postura. Porque ir para os meios de comunicação antes de a greve começar, criminalizar o movimento num debate que o governo sabe que o sindicato está levando dados, números, situações internas na folha de pagamento dos servidores da Saúde e que pode sim dar uma gratificação gastando muito pouco a mais do que está gastando, inclusive em alguns casos existem elementos bastante concretos para se perceber de forma esquisita, para dizer o mínimo, como um hospital fechado que paga sobreaviso, assim como os maiores hospitais, como se fosse um grande hospital aberto, e o hospital fechado paga sobreaviso.
Então, nisso o sindicato está ajudando. Estão levando essas questões para o governo para que seja discutida uma proposta possível para o governo e aceitável pela categoria. Agora, se o governo vai jogar na confusão e enrolação do sindicato, com certeza o conflito que já começou vai ficar ainda mais duro para ambas as partes a partir da tarde de hoje.
Assim, faço esse apelo ao governador do estado, ao comitê gestor, ao secretário da Saúde, aos demais secretários, da Administração e da Fazenda, para que avaliem com mais cuidado e deem uma resposta mais concreta e efetiva nas próximas horas e, de preferência, ainda hoje, porque o movimento está deflagrado, a greve está deflagrada.
(SEM REVISÃO DO ORADOR)