70ª Sessão Ordinária - 10/08/2011
A SRA. DEPUTADA ANA PAULA LIMA - Obrigada, sr. presidente, srs. deputados, sra. deputada, o que me traz à tribuna neste dia de hoje, nesta quarta-feira, é para falar, srs. parlamentares, de um estudo inédito no país, que foi divulgado ontem durante um seminário na capital do Brasil, Brasília, que também é acompanhado pelo nosso mandato a respeito de uma amostra do novo perfil da classe média no Brasil.
Interessantíssimo os dados, e tomo a liberdade de dividir esse conhecimento com os senhores e com as senhoras. Os dados são da pesquisa nacional por amostra de domicílios, e eles são realmente reveladores. Metade da população, ou seja, milhões de pessoas no Brasil pertencem à classe C. Uma classe cuja renda familiar varia em torno de
R$ 1 mil a R$ 4 mil. Uma classe que há uma década não tinha esse reconhecimento, mas por ações diferenciadas de governo conseguiram alcançar esse patamar.
Passou a ter com o governo do ex-presidente Lula e agora com a continuidade da nossa presidenta Dilma Rousseff essa nova realidade que abrange 95 milhões de pessoas - da qual a grande maioria estava na linha da pobreza -, fruto das políticas de proteção social.
Na verdade o Brasil está vivendo uma revolução de inclusão social. Em apenas oito anos o Brasil saiu de um patamar de risco Brasil, que causava medo em todos nós. O país não era reconhecido internacionalmente e hoje é destaque - o presidente Lula, através de uma política séria e responsável, levou milhões de brasileiros a terem acesso aos bens de consumo essenciais a uma vida digna. Além disso, em muito contribuiu a retomada do crescimento econômico, da expansão do emprego e do acesso ao crédito, assim como o aumento do grau de escolarização da sociedade.
Essas 95 milhões de pessoas da classe "C", composta, sobretudo, por jovens com emprego formal, alto potencial de consumo, já que esses jovens aumentaram a sua renda familiar. E isso permitiu maior poder de compra, acesso à tecnologia e ingresso em faculdades, por exemplo.
Além disso, os dados educacionais revelam que 99% das nossas crianças e adolescentes de 7 a 14 anos frequentam a escola. E essa proporção é a mesma da classe alta. Assim, vislumbramos o quanto essa imensa nação tem se desenvolvido na última década. O maior exemplo está justamente na grande arrancada da classe "C", que hoje representa 50% dos brasileiros.
Esses dados solidificam ainda mais as políticas públicas adotadas pelo governo nos últimos anos e mostram o desafio que o novo retrato social apresenta. Um novo retrato que exige a implementação de ações de governo específicas, voltadas para esse segmento, mantendo-o estruturado e consolidado na realidade socioeconômica brasileira.
Essa realidade de profunda transformação social iniciada pelo presidente Lula e agora com a presidente Dilma Rousseff incomoda profundamente setores da nossa sociedade que estão comprometidos com o velho Brasil de poucos que não existe mais.
Neste sentido compreendo e lamento as declarações de ontem do deputado Edison Andrino que, talvez querendo mostrar serviço ao governador Raimundo Colombo, não consegue entender que vivemos um novo Brasil. São novas pessoas governando, um novo jeito de governar, uma revolução realizada nesses últimos oito anos e agora no primeiro ano da presidente Dilma Rousseff.
Até mesmo nas questões que envolvem denúncias de corrupção, este novo Brasil também se manifesta. Antigamente, essas denúncias eram varridas para debaixo do tapete. Agora, vivemos uma nova era. Durante o mandato do ex-presidente Lula inclusive inaugurou-se uma nova forma de agir no governo federal: corrupção não se varre para debaixo do tapete, corrupção se investiga, corrupção se pune.
É isso o que está acontecendo no novo Brasil. É por isso que no nosso governo a Polícia Federal não é uma peça decorativa, mas uma polícia que investiga, vai atrás das provas, prende as pessoas que agem de forma errada e faz o seu trabalho com independência, não mais a mando de um ou outro político. Exemplo disso foram as ações da Polícia Federal, ontem, no ministério do Turismo. Foi lamentável, mas necessário, porque não são algumas pessoas que vão contaminar o excelente governo que está sendo feito. Ao contrário do tempo dos que governaram antes de nós, que engavetavam as denúncias de corrupção, quando ninguém sabia de nada, ninguém via nada e o povo ficava estarrecido.
Enquanto o povo não compreender esses novos tempos que vivem os brasileiros, somente lhes restará lamentar, como ontem ficou o deputado Edison Andrino lamentando e choramingando. Nós vamos continuar trabalhando para garantir mais emprego, renda, para o desenvolvimento social deste país, dos estados e municípios. Continuaremos trabalhando para oportunizar para mais homens e mulheres uma vida digna, que é o desejo da presidenta Dilma Rousseff.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DA ORADORA)