Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Dirceu Dresch

58ª Sessão Ordinária - 11/06/2014

O SR. DEPUTADO DIRCEU DRESCH - Sr. Presidente, quero agradecer a oportunidade.

Quero falar que no último final de semana tivemos um encontro muito importante no município de Itá, no oeste de Santa Catarina, onde tivemos o Congresso da Adjori, Associações dos Jornais do Interior, onde estiveram reunidos todos os importantes jornais do estado, que cumprem uma função toda especial de divulgação do desenvolvimento comunitário.

Deputado Voltolini, v.exa. estava lá, na abertura, o deputado Marcos Vieira também. E o que nos surpreende é que a população catarinense começou acompanhar o jornais no interior. O que é uma novidade nos últimos dez anos. Na minha comunidade, por exemplo, semanalmente todas as famílias de agricultores recebem o seu jornal em casa. Isso é uma novidade, essa comunicação, essa nova forma de comunicação.

Por isso, parabenizo a Adjori, o Gobi que coordena Adjori nesses últimos anos e que faz esse congresso em Itá, no oeste do estado.

Quero, em nome da Adjori, cumprimentar um dos diretores da entidade, o diretor Jairo, do jornal Novo Oeste, de Maravilha, que hoje completa seus 20 anos, que também é membro da direção no estado. Quero parabenizar toda a equipe do jornal. E, diga-se de passagem, que um dos grandes elementos que se comemora pelos jornais do interior é a participação da publicidade, da mídia nacional para os jornais do interior, que foi construída no primeiro governo do presidente Lula, porque isto não ocorria no nosso país: A valorização da comunicação local.

Sr. Presidente, quero, hoje, dedicar a minha fala ao grande evento que acontece no Brasil, que é a abertura, amanhã, da Copa do Mundo no Brasil.

Muita polêmica, muito debate, muita crítica, muita valorização deste grande momento do Brasil, por trazer mais uma vez a Copa do Mundo para o país do futebol, do Carnaval, do trabalho, um país que vem crescendo, um país muito alegre, que surpreende as pessoas que vêm para cá, porque é um país onde as pessoas trabalham e lidam com muita animação. A música faz parte da cultura brasileira, a diversidade de raças, de cores, do povo brasileiro.

Então, imaginem se neste momento a Copa do Mundo não tivesse vindo para o Brasil e fosse, por exemplo, para um dos adversários do futebol, como a Argentina. A Copa estaria acontecendo ao lado. E o que iriam dizer os grandes meios de comunicação? Os nossos adversários do governo, os adversários políticos? O que diriam se a Copa não acontecesse no Brasil?

Então, quero aqui trazer um pouco dessa discussão, porque este Parlamento tem que discutir, sim, porque a Copa significa política, a Copa significa economia, a Copa significa emprego, a Copa significa renda e muitas oportunidades também para o Brasil, especialmente para as mais de 600 mil pessoas que vêm para o Brasil acompanhar a Copa, turistas e pessoas que curtem e participam do futebol.

Há uma grande mentira solta pelo país afora, nos grandes meios de comunicação, especialmente nas mídias sociais, que é o gasto com a Copa.

O gasto para realizar a Copa do Mundo gira em torno de 30 bilhões. Agora precisa ficar claro que esse dinheiro não é para a Copa somente.

Acompanhei, deputado Voltolini, em várias cidades como Porto Alegre, Brasília e São Paulo as obras que estão sendo feitas para estruturar a perspectiva para a realização da Copa.

O acesso, por exemplo, ao aeroporto de Brasília é uma situação para todos nós parlamentares, quando vamos a Brasília víamos, no final da tarde, de desespero, com o trânsito parado em direção ao aeroporto. E hoje temos o triplo de espaço no aeroporto Brasília, de São Paulo, de Guarulhos, de Porto Alegre. E em toda essa estrutura foram gastos 22 bilhões dos 30 para a infraestrutura. E tudo isso vai ficar para o povo brasileiro usufruir depois.

Na luta da mobilização social de junho do ano passado, um dos grandes temas foi a mobilidade urbana. E quanto a esse investimento de mais de 20 bilhões que estão dizendo que foi para a Copa, precisa se restabelecer a verdade, deputado Sopelsa, pois esses 20 bilhões foram para a infraestrutura para o povo brasileiro usufruir depois. A estruturação dos aeroportos das rodovias, da mobilidade urbana vai ficar para o povo brasileiro. Então essa é a primeira verdade que tem que se falar.

A segunda verdade que precisa se restabelecer é o tema dos estádios. No Brasil nós tivemos uma mudança nos últimos anos, a exemplo do que já ocorre na Europa, onde a grande parte dos estádios é construída por empresas, como é o caso da arena do Grêmio, que foi construída por uma empresa que foi alugada para o clube. E assim muitos estádios brasileiros que vão servir para a Copa são estádios que foram de certa forma terceirizados no processo da sua construção.

Esse recurso de em torno de nove bilhões praticamente todo ele vai voltar em curto prazo, porque é financiamento do BNDS. Isso precisa ser restabelecido, a verdade e a mídia, porque a grande empresa que tem este papel e esta função da comunicação democrática infelizmente não vem fazendo isso. Pelo contrário, vem espalhando cada vez mais mentira e ilusão para o povo brasileiro.

Então, a Copa do Mundo vai gerar mais de três milhões de empregos, vai trazer mais de 600 mil turistas que vão trazer muitos recursos, muitos dividendos. Como diz o governador Tarso Genro, a perspectiva do Rio Grande do Sul é arrecadar mais de 50 milhões somente em impostos para o estado com a realização da Copa.

Então é isso. Talvez se Santa Catarina tivesse bons projetos de mobilidade urbana, quem sabe o nosso estado poderia também ser sede da Copa. Portanto, precisamos preparar os nossos projetos para momentos como estes, como está acontecendo em Porto Alegre, Brasília, São Paulo e outros estados.

Para realização da copa precisa de infraestrutura em todas as áreas, ou seja, hotéis, mobilidade urbana e outras infraestruturas. Não é assim como alguns diziam que Santa Catarina poderia ter a Copa aqui. Entendemos que sim, mas para isso precisaríamos, com certeza, de grandes investimentos que viriam beneficiar a sociedade catarinense.

Por último quero falar sobre essa questão ainda do crescimento do Brasil que viemos tendo nos últimos anos, especialmente o crescimento que falava aqui dos mais de três milhões de empregos da Copa do Mundo. Vamos com certeza realizar um grande evento.

Noticiavam que os estádios não estariam prontos para a Copa do Mundo, mas estão todos prontos para receber a grande festa e receber muitos visitantes, como o nosso povo brasileiro que terá oportunidade, senhor presidente, de assistir a uma grande Copa. E estou muito confiante que o nosso país será o campeão desta Copa, porque estamos realizando a Copa do Mundo em casa, estamos fazendo bonito, vamos representar um país diferente do era visto lá fora, um país da violência, um país somente de futebol e carnaval, e vamos mostrar um país que vem crescendo, se desenvolvendo e especialmente melhorando a vida do seu povo.

Por isso, tantos empresários de fora do Brasil estão investindo aqui no país, por estarem acreditando que o Brasil é o novo país e é o país, com certeza, do presente e do futuro.

(SEM REVISÃO DO ORADOR)